Roberto Requião e Álvaro Dias já foram governadores. Jaime Lerner teve seu primeiro teste nas urnas em 1989

Candidatos ao governo

Jaime Lerner (PFL) - Tem 60 anos. O governador do Paraná começou sua carreira política aos 33 anos, como prefeito biônico (indicado pelo regime militar). Seu primeiro teste nas urnas foi em 89, quando venceu a disputa pela Prefeitura de Curitiba numa campanha de 12 dias. Em 94, concorreu ao governo do Estado com o ex-governador Álvaro Dias. Neste ano, busca a recondução por mais quatro anos. Lerner é engenheiro civil e arquiteto.

Jamil Nakad (Prona) - É um dos sócios do Hotel Internacional de Foz do Iguaçu. Filho de imigrantes árabes, Nakad é juiz aposentado. Foi vereador 12 anos na sua cidade natal, Cambira, no interior do Paraná. Exerceu suas atividades em Curitiba, Araucária, Colombo, Lapa, Rio Negro, Urai, Santo Antonio do Sudoeste e Foz do Iguaçu. Antes de filiar-se no partido do cardiologista Enéas Carneiro, o candidato ao governo pelo Prona passou pelo PPB de Paulo Maluf.

Julio de Jesus (PSTU) - É o menos abastado dentre candidatos ao governo. Não declarou nada na relação de bens exigida pela Justiça Eleitoral. Tem 37 anos, é servidor público federal filiado ao Sindicato da Previdência (Sindiprev) e estudante de Psicologia, na Universidade Federal do Paraná, em Curitiba. Essa não é sua estréia na Política. Jesus já concorreu à Assembléia Legislativa, em 94; e à Prefeitura de Curitiba, em 96. As duas tentativas saíram frustradas.

Roberto Requião (PMDB) - Em 94, foi eleito senador da República por um mandato de oito anos. O candidato do PMDB já foi prefeito de Curitiba, deputado estadual, e governador do Paraná (de 90 a abril de 94). Formado em Jornalismo e em Direito, essa é a primeira eleição que o peemedebista concorre sem ‘padrinho’ político. Como candidato a prefeito, teve o apoio do ex-governador José Richa, seu ex-aliado. E como candidato ao governo, o do antecessor Álvaro Dias.


Candidatos ao Senado

Álvaro Dias (PSDB) - Já foi professor de História, formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Começou sua carreira política no rádio. Nascido em Quatá, São Paulo, em 44, o candidato tucano ao Senado já foi vereador de Londrina, deputado estadual, duas vezes deputado federal, senador, e governador. Oito anos sem mandato, Álvaro quebrou o jejum em 97, quando foi nomeado presidente da Telepar, para preparar a estatal para a privatização.

Maria Aparecida Fernandes (PSC) - Tem 36 anos. É professora de Educação Física e microempresária. Natural de Califórnia, interior do Paraná, fez magistério em Altônia. Desembarcou em Curitiba, onde atualmente reside, em 87. No ano seguinte, filiou-se ao PSC. Nas eleições municipais de 96, Maria Fernandes elegeu-se vereadora em Fazenda Rio Grande, um dos municípios da Região Metropolitana de Curitiba. É a única mulher a disputar vaga ao Senado em 98.


Nedson Micheleti (PT) - É deputado federal, eleito em 94. Integra as comissões de Finanças e de Desenvolvimento Urbano e Interior. Filho de Nelson e Nadir Therezinha Micheleti, o candidato do PT nasceu em Rolândia no dia 22 de novembro de 57. Antes de se fechar a coligação com o PMDB e PDT, o PT chegou a trabalhar o seu nome como o candidato próprio do partido ao governo. Micheleti submeteu-se a uma prévia, na qual foi vitorioso. Está filiado no PT desde 82.


Nilton Servo (PPS) - É latifundiário. A maioria de suas propriedades está concentrada no Mato Grosso do Sul. Dentre as que estão fora da região, está a Fazenda JK, em Brasília, considerada acervo histórico do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Na política, só obteve êxito em 90, quando foi eleito deputado no Paraná. Em 82 e 86, concorreu à Câmara Federal. Nas duas vezes, ficou como suplente. Em 88, perdeu a briga pela Prefeitura de Campo Grande.


Paulo Braghini (PSB) - Discípulo de Lerner, Braghini está no Paraná há 20 anos. Ele fez sua vida política no PDT. Foi presidente do partido. Desligou-se da sigla em 97, quando ingressou no PSB. Essa é a terceira vez que concorre. Braghini já foi candidato a suplente de senador e a prefeito de Santa Helena, no Oeste do Estado. No Poder Executivo, já atuou na Codapar, órgão ligado à Secretaria da Agricultura. Seu último cargo em comissão era na Casa Civil.

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