A arquiteta e projetista Luíza Bohrer concorda. Ela pondera que algumas iniciativas que visam transformar o conceito da sustentabilidade em realidade costumam ser economicamente inviáveis para moradores de menor poder aquisitivo. "Um bom exemplo é a adoção de energia solar para as residências. Ao longo dos anos o investimento se dilui e compensa muito, mas para habitações de baixa renda este investimento inicial não é viável", ressalva. Mas nem por isso outras ações devem ser ignoradas. "No dia a dia temos pequenas ações que podem contribuir: controle do consumo de água e separação do lixo reciclado e orgânico são atitudes que não custam nada", aponta.
A professora Kátia Punhagui acredita que a conscientização acontece quando vem de cima para baixo, ou seja, quando a cadeia produtiva estimula a sustentabilidade em seu processo construtivo. "Existe um movimento dos dois lados. As indústrias do cimento, por exemplo, já buscaram procurar a característica ambiental de seus produtos por uma iniciativa própria, porque estão vendo que a tendência é que as pessoas comecem a exigir certas respostas com relação ao desempenho ambiental.
Além disso, vários países estão muito avançados na questão da qualidade ambiental do que o Brasil, e isso faz com que a indústria brasileira busque alcançar o patamar das empresas internacionais", avalia. (D.P.)

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