Má-educação é causa maior de estresse entre motoristas
Michele Muller
A estudante Fabiana Cabrine aprendeu a dirigir em Curitiba, há três anos. Metade desse tempo ela passou em São Paulo, onde mora desde que casou. Na capital paulista, não poucas vezes se viu presa em engarrafamentos quilométricos. Mesmo assim, cada vez que retorna a sua terra natal, ela afirma estranhar a bagunça do trânsito.
Em Curitiba, as pessoas perdem totalmente a educação quando entram no carro. O fluxo de automóveis pode ser bem maior em São Paulo, o que causa os grandes congestionamentos, mas lá eu consigo atravessar as sete pistas da rua mais larga da cidade em apenas uma quadra. Se dou o sinal, os motoristas dão a vez, conta.
O motorista de taxi Juarez dos Santos concorda com a estudante. Enfrentei o trânsito de diversas cidades para chegar à conclusão de que o curitibano é mesmo mal-educado e não sabe dirigir. Sabe apenas tocar o carro para frente, diz. O que mais o incomoda é a falta de respeito de quem pára em fila dupla e não dá sinal de que vai virar ou mudar de pista.
De acordo com o Batalhão de Polícia de Trânsito (BPtran), os maiores causadores de acidentes automobilísticos são jovens de sexo masculino e têm entre 25 e 34 anos. Dos 4332 casos registrados na capital em janeiro e fevereiro deste ano, apenas 553 foram ocasionados por mulheres. Ou seja, elas são causadoras de menos de 13% dos acidentes.
É por isso que as seguradoras de automóvel calculam o preço do serviço com base no perfil do cliente. Na Unibanco Seguros, entre os fatores levados em consideração na hora do orçamento do seguro estão a idade e o sexo do motorista, além do uso de alarmes e o costume de guardar o veículo em estacionamento.





