Nascido em Fernandópolis, interior paulista, o publicitário Renato Manttovanni, 48 anos, casado, pai de duas filhas, personifica a imagem da atual Londrina rica: um homem saído da classe média, formado pela Universidade Estadual de Londrina(UEL), que conquistou um lugar no mercado e pôde escolher um condomínio horizontal de alto padrão na Zona Sul para morar com qualidade de vida.
‘‘Essa é uma grande vantagem de Londrina: é uma cidade que oportuniza para todo mundo, onde ninguém te pergunta seu sobrenome, onde você pode conseguir as coisas com seu estudo e trabalho, sem depender de berço’’, sentencia Manttovanni, que diz ter trabalhado ‘‘desde a época do cursinho’’ e é dono de uma agência de publicidade há 21 anos.
Em seu condomínio, onde grande parte das casas está valendo hoje R$ 1 milhão, o publicitário enxerga um local para quem busca qualidade de vida, mais do que segurança. ‘‘Essa busca serve para qualquer classe social, pois nada mais é do que um resgate da infância. Aqui você vai encontrar gente simples, que valoriza a vida’’, afirma.
Para empresário londrinense Marcos Holzmann, 47 anos, morador e criador do complexo de condomínios Royal, os empreendimentos abriram um pólo atrativo na Zona Sul, onde já havia um grande shopping como indutor de crescimento. ‘‘Levamos um padrão altíssimo de moradia para a classe média baixa, em uma área que foi se valorizando a cada ano’’, aponta.
Perfil semelhante ao da Gleba Palhano, na mesma região, onde edifícios começaram a tomar o lugar de pequenos sítios no final da década de 90. Hoje, o bairro se consolida como um dos mais sofisticados de Londrina, próximo ao Lago Igapó e com fácil acesso a universidades, colégios, clínicas e às avenidas Maringá e Ayrton Senna, esta em construção.
‘‘Ali a valorização dos últimos quatro anos foi de 100% em relação a qualquer tipo de investimento financeiro’’, assinala Célia Catussi, 41 anos, diretora da construtora Plaenge, que tem sete empreendimentos só na Gleba. ‘‘É a região mais bonita da cidade. Nos nossos edifícios, o perfil dos moradores é de classe média alta – profissionais liberais, médicos, empresários, investidores, professores universitários.’’ (V.N.)

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