Arquivo FolhaYoshiya Nakagawara: ações organizadas nas invasões de áreas urbanas de LondrinaDoutora pela Universidade de São Paulo na área de saneamento e professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), a presidente da subseção da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), Sandra Márcia Cesário Pereira da Silva, aposta na educação ambiental como raiz para a solução dos problemas ecológicos da Cidade.
Sandra toma como exemplo a recente mobilização de escolares na luta contra a entrega do aterro do Lago Igapó 2 para a iniciativa privada. ‘‘Na maioria das vezes a comunidade não sabe a força que tem. Foi o início da conscientização do londrinense. Agora ele sabe que tem que lutar pelos seus direitos’’, afirma, referindo-se ao episódio.
Há pouco mais de dois meses, o prefeito Antonio Belinati desistiu do projeto de privatização do aterro, depois de polêmica envolvendo entidades classistas, associações ambientalistas, políticos e estudantes. Alunos da escola Seta, de Londrina, cumpriram papel fundamental na campanha. Com a ajuda de professores, eles se manifestaram e conseguiram sensibilizar a sociedade.
Arquivo FolhaIsmael Mologni: ‘‘Londrina mantém um perfil atraente aos olhos do empresariado’’Mas é mesmo sobre os empresários londrinenses que a ambientalista Sandra Pereira dirige críticas mais contundentes. Ela concorda que grande parte das indústrias tem sistema de tratamento de afluentes. Entretanto, considera que a maioria deles não tem capacidade ideal para a depuração dos dejetos.
‘‘Normalmente o industrial cuida bem do processo industrial, mas ele não age se não for coagido pelo órgão ambiental fiscalizador, que infelizmente é desestruturado de pessoal para fazer investigação’’. Sandra sugere também solução urgente para o aterro sanitário de Londrina.
Segundo ela, o local, conhecido como ‘‘lixão’’, está sendo mal utilizado pro problema de gerenciamento. A causa: um estudo feito por especialistas há alguns anos, para que a vida útil do aterro pudesse ser prolongada, não está sendo considerado.
Quanto ao futuro, a ambientalista afirma: ‘‘A qualidade de vida em Londrina é boa. Mas a gente deve procurar melhorá-la ainda mais e não esperar degradar para depois sair arrumando’’.

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