Loucos por camping... arrumam a mochila e botam o pé na estrada
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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
Flora Guedes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A paixão por camping começou ainda na infância da estudante curitibana Juliana Teixeira de Brito, de 22 anos. Ela tinha apenas 10 anos quando passou a integrar o Grupo de Escoteiros América. Aos 12, teve a sua ''iniciação'' em acampamento, aos pés do Pico Marumbi, em Morretes. ''Lembro que perdemos uma barraca do grupo e tivemos que acomodar 12 pessoas nas que restaram. Colocamos em prática o trabalho em equipe'', conta a jovem, dizendo que aprendeu a fazer fogueira, andar na mata e noções de primeiros socorros.
A herança dos tempos de escoteira é visível na vida de Juliana, que costuma acampar, no mínimo, 15 vezes por ano. ''Em qualquer feriado ou fim de semana que é possível, procuro um lugar que tenha camping para montar minha barraquinha e curtir mais de perto o contato com a natureza'', disse ela, que costuma viajar com os amigos, ainda da época dos escoteiros. Na lista de locais que a garota já acampou estão Roda D'água (em Roça Nova), Pico do Paraná (Serra do Mar), Morro do Anhangava, Pico do Marumbi, Ilha do Mel, Ilha das Peças, Guaraqueçaba, Guarda do Embaú (SC) e Farol de Santa Marta (SC).
Juliana conta que antes de arrumar a mochila e botar o pé na estrada, não esquece de fazer uma pesquisa dos preços das diárias e qualidade dos campings. Para passar cinco dias na Ilha do Mel, por exemplo, com R$ 120,00 ela paga todas as despesas. ''É essencial levar acessórios que caibam na mochila, como saco de dormir, coberta, roupas, lanterna, fósforo, álcool, papel higiênico, repelente e alimentos que não estraguem com facilidade'', ensina a jovem que acampa até sozinha e lembra da importância de carregar todo o lixo produzido.
Celso Luís Maceno Filho, sócio-proprietário da Calango Expedições (operadora de ecoturismo de Morretes), recomenda ainda, no caso de quem for acampar em locais motanhosos, calçados apropriados, como botas ou um tênis reforçado para terrenos acidentados, calça comprida, chapéu ou boné, moletom e capa de chuva. Outro itens básicos são protetor solar, repelente, lanterna com pilhas reserva, garrafa d'água, comida extra, panela, fogareiro e combustível.
A liberdade de conferir visuais de difícil acesso, economia e praticidade são algumas das vantagens de se acampar elencadas pelo engenheiro agronômo João Roberto Navarro, de 26 anos. ''Costumo acampar sempre que surge oportunidade, como conhecer um morro perto de Curitiba ou ir a uma praia que não dispõe de residências. Além disso, o camping é sempre uma opção mais barata'', disse ele, que gosta de viajar com grupos de amigos. ''Acampando costumo economizar até 30% do que eu gastaria se me hospedasse numa pousada'', compara ele.
Durante as viagens que João Roberto faz de bicicleta, carregar uma barraca é indispensável para garantir um breve descanso até o destino final. ''Uma vez fui até Florianópolis de bicicleta e precisei fazer uma parada em Itapoá (SC) e a barraca era minha única opção'', relata ele, que alerta para conservação da barraca e verificar se possui furos, além de montá-la embaixo de árvores. ''Acampar é sempre uma aventura. Mas depois de quatro ou cinco dias, dá uma saudade da cama da gente'', brincou João Roberto.


