Londrina, uma breve história
Arquivo Folha
Dois temposMenos de três anos após a corrida inicial dos desbravadores de Londrina, na terra roxa e abençoada da cidade já se aglomeravam cerca de 400 casas de madeira. A foto acima mostra a concentração, no que hoje é a área central da cidade; abaixo, vista aérea atual de Londrina, 64 anos depois
César Augusto
Londrina, uma breve história
Ato 1. Os britânicos queriam plantar algodão nos 500 mil alqueires que compraram do governo do Paraná no Sertão do Tibagi. Era 1925, e eles chegavam com a Companhia de Terras Norte do Paraná, subsidiária da Brazil Plantations.
Ato 2. O crack da Bolsa de Nova York de 1929 quebrou o mundo. Os britânicos também se ressentiram e mudaram o rumo do negócio. Decidiram lotear as imensas e ricas terras roxas, na tentativa de recuperar o capital investido.
Ato 3. A providência seguinte foi ir a São Paulo e fazer anúncios em jornais oferecendo a terra sem saúva. Uma caravana da companhia chega, em 1929, no local destinado a ser a cidade-sede do plano colonizador. No Patrimônio Três Boccas, fincou-se o Marco Zero.
Ato 4. O nome surgiu mais tarde, como uma homenagem a Londres. Em 1930, começaram a chegar os compradores de lotes e os colonos. Alemães, espanhóis, italianos, ingleses, japoneses, mineiros, nordestinos, paulistas. Em três anos já havia 400 casas de madeira.
Ato 5. Em 10 de dezembro de 1934, Londrina torna-se município. O cultivo do café, plantado antes mesmo da chegada da primeira caravana, estabeleceu o primeiro ciclo econômico. O ouro verde criou riquezas. A fortuna andava pelas ruas. A cidade atraiu novos investidores e virou a Capital Mundial do Café.
Ato 6. Com o declínio da cafeicultura, Londrina buscou outras alternativas no campo, como cultivo de trigo, milho, soja; foi introduzida a industrialização. Dos anos 70 em diante, fortaleceu-se a especialidade da prestação de serviços, da atividade comercial. Agora, nos final dos anos 90, o fortalecimento da indústria revela novos caminhos.





