Uma cidade jovem que tem como característica o crescimento do mercado consumidor junto com o desenvolvimento de grandes construtoras. Este, de acordo com Fernanda Carrara Pires, engenheira de incorporação da construtora Quadra e vice-presidente de incorporações do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná (Sinduscon), é o principal trunfo de Londrina para superar momentos difíceis do comércio de imóveis.

Ela aponta que outra característica do mercado da cidade é o fato dos clientes aceitarem muito bem os empreendimentos verticais. "O londrinense entende que o investimento em imóveis é seguro tanto para quem compra para morar quanto para quem compra para alugar ou para investir seus rendimentos", destaca.

O diretor executivo da construtora Artenge, José Carlos Salgueiro, avalia positivamente o ano de 2014, mas destaca que no último trimestre houve uma queda na procura de imóveis. "Já estávamos esperando esse posicionamento do mercado que é comum nos anos de eleição para a presidência. As pessoas ficam inseguras porque não têm noção das políticas econômicas que serão adotadas pelo novo governo, mas as vendas já estão voltando ao normal", destaca.

Para o primeiro semestre de 2015, a expectativa é de aumento nas vendas, até porque, de acordo com ele, a necessidade do mercado é grande. "Estamos prevendo dois lançamentos para o ano que vem e há público para absorver esses empreendimentos", aponta. Conforme o diretor, a empresa recebe muitos clientes que estão buscando o primeiro apartamento próprio. "Nos últimos anos nós percebemos que 90% dos nossos clientes compram o imóvel porque querem sair do aluguel", afirma.

Salgueiro lembra que o mercado imobiliário é sazonal e que esse movimento é habitual e esperado por quem trabalha no setor. "Há momentos que as pessoas se recolhem e outros de maior fervor. Nos últimos dez anos o mercado tem operado bem e não existe bolha como se fala, até porque todo mundo (construtoras) faz o que o mercado pede", conclui. (M.A.)

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