Londrina não é uma cidade progressista. Como causa posso apontar uma sucessão de gestões na prefeitura no mínimo desastrosas. Não fossem alguns abnegados empresários ligados à construção civil, indústria, comércio e serviços, verdadeiros empreendedores, estaríamos numa situação ainda muito pior.
  O que vemos em qualquer rua ou avenida onde se ande são placas de ‘‘Aluga-se’’, ‘‘Vende-se’’, não por excesso de oferta, mas isto nos mostra que a cidade simplesmente parou, não há investimentos, não há atrativos para Londrina.
  A cidade está muito malcuidada, basta dar uma volta nas nossas ruas cheias de buracos, ir à pista de caminhada do Lago Igapó I, lâmpadas quebradas, a pista do Zerão está um breu de escuro, simplesmente porque não há reposição de lâmpadas, manutenção, o anfiteatro deve com certeza desmoronar mais uma vez (aconteceu antes da inauguração) porque está danificado em vários pontos, depredado e ninguém toma providência.
  A solução em alguns casos como o do Coreto e de banheiros públicos onde não se dá manutenção é demolir e está eliminado o problema – muito prático! Nos sinaleiros há pedintes, vendedores de balas, malabaristas, o que mostra claramente que o desemprego está andando a passos largos e que nossos impostos e os programas sociais estão sendo muito mal empregados.
  O comércio que deveria impulsionar o crescimento esbarra em verdadeiras capitanias hereditárias da parte sindical obreira, e simplesmente impedem que haja a flexibilização do horário de funcionamento, o que engessa ainda mais a cidade, ficando o comércio restrito aos shoppings e aos supermercados que devem agradecer tanta gentileza.
  Não é novidade que Londrina é uma cidade pólo, muitas pessoas de municípios vizinhos vem para cá fazer suas compras e encontram o comércio fechado, bem típico de uma cidade provinciana, coisa de interior. A pirataria, tanto no Calçadão quanto na feira cresce a olhos vistos e os comerciantes do ramo (CDs, DVDs) tem a opção de fechar ou também partir para a informalidade.
  Os camelódromos que agora serão quatro deixam a situação ainda mais complicada. A cidade está entregue à violência, desemprego e nesse caso, que direito tem o prefeito de se dar ao luxo de dizer quem pode ou não vir para a cidade (Walmart)? Nunca vi isso! Não somos tutelados! Os prefeitos têm que receber os empreendedores com tapete vermelho.
  Pagar aluguel para sustentar o camelódromo (no início), mas não pagar o aluguel da incubadora de empresas (foi despejada) é no mínimo insensato. Levamos uma eternidade para viabilizar a instalação do CEFET/UTFPAR; para desapropriar áreas para instalação do ILS no aeroporto e na construção da Avenida Ayrton Senna. Isto definitivamente não é ser progressista!
RENATO PIANOWSKI DE MORAES é mestre, professor e
economista

mockup