Londrina ganha 17 novos empreendimentos
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sábado, 26 de fevereiro de 2011
Elaine Souza <br> Reportagem Local 
Aos 76 anos, Londrina vem se acostumando a ver, mês a mês, brotar construções em todos os cantos. O boom imobiliário leva a cidade a crescer em ritmo acelerado - numa evidente maior proporção de baixo para cima. Juntas, este ano, as construtoras entregam 17 novos empreendimentos. Os lançamentos para os próximos anos são inúmeros, mas por uma estratégia de mercado as empresas não revelam dados.
A paisagem da ''pequena Londres'' é transformada com o passar dos anos. Onde se via terrenos baldios ou plantações, hoje se observa um aglomerado de edifícios. A Zona Sul, onde está a Gleba Palhano, salta aos olhos das construtoras que numa disputa por clientes lançam grandes empreendimentos. Sem falar os inúmeros condomínios horizontais, cada vez mais charmosos e atrativos.
''Estamos em franca expansão. Tivemos dois anos de crescimento muito forte, o que não foi ruim, mas foi inesperado. Este ano devemos crescer em torno de 7%. Em conversa com o empresariado da cidade, o que se ouve é que devemos entrar em uma fase de acomodação'', revela Gerson Guariente Junior, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná (Sinduscon).
Essa acomodação do mercado londrinense, segundo Guariente, vem após uma demanda de interessados em adquirir imóveis. O poder de compra em decorrência dos volumes robustos de crédito imobiliário sendo liberados e programas habitacionais que garantem à parcela menos favorecida da população a possibilidade de ter uma casa própria contribuíram para um crescimento de 12% em 2009 e 2010.
''A partir de um certo momento existe uma visão mais apurada. As pessoas começam a se atentar mais à procura de um imóvel. As empresas também vão se adequando. Isso porque a grande demanda reprimida já foi atendida. O crescimento de 7%, que também não é pouco, deve perdurar pelos próximos quatros anos'', explica.
Economia aquecida, mercado imobiliário idem, Londrina ainda comporta muito mais crescimento. Isso se explica, entre tantos fatores, pelo fato da cidade ter tradição e tecnologia, e se caracteriza ainda mais por ser um importante pólo estudantil e de prestação de serviço. ''Uma boa notícia é que estamos perto de aprovar o Plano Diretor Participativo', uma lei que trata de vários rumos da cidade para os próximos dez anos. São projetos bem montados, que visam atender vários setores, como o do transporte público, do uso e ocupação do solo, entre outras inúmeras coisas. O Plano está bem estudado e vamos trabalhar para que isso aconteça'', conclui Gerson.


