Quando o assunto são indicadores econômicos, Londrina não tem muito o que comemorar há muitos anos. A cidade, que no século passado foi a Capital do Café e teve um dos aeroportos mais movimentados do País, simplesmente desacelerou. E agora procura novos caminhos para voltar a ser pujante. Neste caderno especial, o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) fala de suas propostas de incentivo à economia (leia nas páginas 14 e 15). Na quinta-feira, ele vai debater o tema na primeira edição do EncontrosFolha.
A evolução do Produto Interno Bruto (PIB), calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), é um dos principais indicadores de que Londrina não vive seus melhores anos. Em 2007, o indicador da cidade era de R$ 7,926 bilhões, o 45º maior do País. Cinco ano depois, em 2011, último dado atualizado pelo IBGE, chegou a R$ 10,773 bilhões, em 55º lugar. Ou seja, nesse curto período, a cidade perdeu 10 posições no ranking nacional.
Enquanto isso, Maringá ganhou cinco posições, da 66ª para a 61ª, com um PIB que passou de R$ 6,125 bilhões para R$ 9,714 bilhões. E Joinville, em Santa Catarina, saiu de 31º para o 28º PIB do País, de R$ 11,461 bilhões para R$ 18,797 bilhões. O indicador da industrializada cidade catarinense é 74% maior que o de Londrina.
Segundo o IBGE, de 2007 a 2011, oito estados perderam participação no PIB nacional. O Paraná teve a segunda maior queda (-4,83%), depois da Bahia, que caiu 6,33%. Amapá, Rio Grande do Sul, São Paulo, Acre, Amazonas, e Sergipe completam a lista.
Mas nem todas as cidades paranaenses tiveram queda na participação do PIB nacional. Entre os 100 maiores PIBs brasileiros de 2011, São José dos Pinhais e Maringá, por exemplo, ganharam participação. Em 2007, o indicador da primeira representava 0,3203% do PIB brasileiro e, em 2011, chegou a 0,3555%, crescimento de 11%. Maringá saiu de uma participação de 0,2301% para 0,2345% - crescimento de 1,91%.
Já Curitiba perdeu participação. Saiu de 1,4325% para 1,4019% - uma retração de 2,14%. E Cascavel saiu de 0,1501% para 0,1468%, caindo 2,2%. Mas, Londrina perdeu bem mais. A cidade tinha 0,2979% e passou a 0,2600%, ou seja, perdeu 12,7%.
Duas cidades de fora do Paraná, com porte equivalente ao de Londrina - a gaúcha Caxias do Sul e a catarinense Joinville - evoluíram muito no período. A primeira viu sua participação passar de 0,3678% para 0,4016% - crescimento de 9,1%. E a segunda, de 0,4307% para 0,4537%, aumento de 5,34%.

Per capita
Londrina tem o 59º PIB per capita do Estado - indicador que representa o resultado da divisão do PIB pelo número de habitantes. Em 2011, último ano divulgado pelo IBGE, a produção da riqueza municipal por londrinense era de R$ 21.071 por ano.
Os maiores PIBs per capita do Paraná são de municípios que recebem royalties: Araucária (R$ 109 mil), da Petrobras, e Saudade do Iguaçu (R$ 94 mil), de Itaipu. O terceiro, de R$ 63 mil é o de Paranaguá, devido ao porto.
A capital tem R$ PIB per capita de R$ 32,9 mil e, Maringá, de R$ 26,8.
Três cidades menores da região têm PIB per capita maior que o de Londrina. São elas: Ibiporã (R$ 24,6 mil), Sabáudia (R$ 24,2 mil), Rolândia (R$ 23,2 mil) e Arapongas (R$ 22,2 mil).

Imagem ilustrativa da imagem Londrina cai 10 posições entre as mais ricas do País
Imagem ilustrativa da imagem Londrina cai 10 posições entre as mais ricas do País
mockup