Locações mantêm demanda
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sábado, 26 de fevereiro de 2011
Renato Oliveira <br>Reportagem Local 
Muitos pensam que o perfil de cidade prestadora de serviços, concentrado nas universidades que atraem estudantes do interior do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, para citar apenas os principais, é a mola propulsora do mercado de locações de Londrina. Errado não está quem acredita nessa teoria, mas segundo especialistas esse número ainda tem muito que crescer.
De acordo do Marco Antônio Bacarin, presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Londrina e Região (Sincil), a força do mercado imobiliário londrinense se concentra no setor de compra e venda. ''O potencial é esse'', sentencia.
Ele acredita que pelo perfil de cidade prestadora de serviços, que atende inclusive o público universitário, a força da locação está concentrada na área de imóveis comerciais, sobrepondo os residenciais. Na sua avaliação, a facilidade de conseguir recursos para aquisição inibe a locação de apartamentos e casas. Dos 250 mil imóveis existentes em Londrina, a estimativa é que menos de 10% esteja disponível para o aluguel.
''Muitos pais preferem comprar para investir depois. Como o filho mora entre quatro e cinco anos, e existe a chance de outro filho vir estudar aqui depois, a compra acaba sendo um negócio interessante. O imóvel também se valoriza com o tempo'', analisa ele, que estima uma população de 40 mil universitários.
No entanto, há uma demanda interessante no mercado de locações. Afinal, nem todos os pais têm dinheiro para investir a acabam tendo que alugar. Esse público movimenta imóveis de um e dois quartos, principalmente apartamentos localizados no centro da cidade.
''Além dos estudantes que mudam para Londrina há um novo perfil que tem aquecido o mercado. Homens entre 25 e 30 anos, que ainda não se casaram e optam por morar longe dos pais. Hoje os jovens casam mais tarde e procuram apartamentos de até dois quartos para morar sozinhos'', contextualiza Francisco Ferreira de Oliveira Neto, diretor de locação da regional norte do Sindicato de Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi).
Mesmo não sendo tão expressivo quanto parece, Marco Antônio Bacarin admite que apartamentos com até dois quartos estão em falta, principalmente na área central. ''Não existe para locação. Tem que entrar na fila e esperar. A dificuldade para alugar nesse segmento específico é grande'', afirma.
Mas o que reprime os investimentos em imóveis destinados para locação é a estabilidade econômica que reduziu o lucro sobre o valor do aluguel. Segundo ele, na época da inflação a faixa de ganhos estava perto de 1% sobre o valor venal do imóvel. ''Se comparado com o rendimento de 0,5% da poupança na época, era mais vantanjoso'', exemplifica.
Porém, com a economia estável a faixa de ganhos baixou para 0,7% no caso dos imóveis comerciais e para 0,4% nos residenciais. ''Essa realidade fez os investidores buscarem outro tipo de mercado. Quem consegue algum valor acima disso já está batendo palmas de alegria'', conclui.


