Lixo mais limpo produz melhor adubo
Quanto mais limpo o resíduo orgânico chegar para a compostagem, melhor será a qualidade do adubo produzido, explica o professor Fernando Fernandes, doutor na área de tratamento de resíduos. Segundo ele, o que mais atrapalha a compostagem é a mistura de resíduos não orgânicos: plástico, vidro e lâmpadas, por exemplo.
Se houver uma boa separação, o lixo orgânico rende um composto de excelente qualidade e a um custo muito baixo, diz Fernandes, professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e consultor da Master Ambiental.
Daí o apelo constante para que os moradores separem corretamente o lixo em suas casas. Análise técnica realizada pela empresa londrinense de análises laboratoriais Laborsolo indica que o composto não contém materiais contaminantes e está apto para ser usado como fertilizante.
Na prática, a compostagem é um fenômeno natural de biodegradação em que bactérias alimentam-se de moléculas orgânicas e produzem um micro-organismo estável, o húmus. No início do processo, altas temperaturas matam os micro-organismos capazes de gerar doenças.
Fernando Fernandes conta que a Kurica adotou um sistema de compostagem acelerada por meio de módulos com piso concretado, aeração (injeção de ar comprimido nas leiras) e recirculação do chorume que permite a realização do processo em grandes quantidades. É um sistema moderno, ambientalmente seguro e com potencial de produzir composto de boa qualidade, diz Fernandes. (Reportagem Local)





