Livro ensina hábitos alimentares corretos
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sábado, 13 de março de 2004
Agência Estado<br> Por Marici Capitelli 
Aos 74 anos, Alminda Rosa Souza Carvalho está convencida de que não se alimenta corretamente. ''Tenho tendência a engordar e, desde a juventude, brigo com a balança'', conta. Apesar de toda a experiência de vida, ela admite que ainda tem muitas dúvidas sobre uma alimentação adequada. ''É difícil encontrar respostas. Cada um diz uma coisa. Acho, por exemplo, que fruta engorda.'' Assim como ela, há muitas pessoas - de todas as faixas etárias - que não sabem direito o que, afinal, é comer bem.
Manteiga ou margarina? Comer antes de dormir faz mal? Quais os efeitos prejudiciais do açúcar? Por que dizem que a torrada não engorda? As respostas para essas e outras 74 perguntas podem ser obtidas em linguagem acessível no livro ''Alimentação - Perguntas Inquietantes & Respostas Tranquilizadoras'', que acabou de ser lançado.
Elaborado por 12 nutricionistas do Grupo de Estudos de Nutrição da Terceira Idade (Genuti), o livro foi elaborado a partir de dúvidas que os idosos relatavam às profissionais em unidades de saúde, hospitais, centros geriátricos e universidades abertas à terceira idade. ''Embora tenha sido destinado aos idosos, o livro pode ser lido por pessoas de qualquer idade'', explica uma das autoras, a nutricionista Maura Márcia Boccato Corá Gomes, de 40 anos.
Segundo ela, as necessidades nutricionais mudam de acordo com a idade, sexo, altura, atividade física e a presença ou não de doenças. Com isso, a quantidade de comida a ser ingerida também se modifica ao longo dos anos. Maura afirma que o metabolismo do organismo vai se reduzindo com a idade. A partir dos 40 anos, perde-se 6% de necessidade de energia a cada década. Isso é um fator importante para definir a alimentação adequada do idoso.
Um dos problemas que ela detecta em relação ao pessoal da terceira idade é que, muitas vezes, por causa da solidão, acabam não jantando por falta de companhia. Eles optam, então, por pão com manteiga e café com leite. ''Eles matam a fome, mas não se nutrem adequadamente'', pondera. Entre os problemas acarretados por esse hábito estão a piora da função intestinal e o agravamento da anemia.
A nutricionista salienta que um lanche pode substituir o jantar, mas nele devem estar presentes vários grupos de alimentos. Outra tendência entre os mais velhos é beber pouca água. ''O idoso não valoriza a água dentro da alimentação.'' O resultado é que - como as crianças - ficam desidratados com mais frequência. De acordo com ela, a alimentação saudável melhora a qualidade de vida, já que reduz peso e com isso são amenizados os danos causados pela obesidade e diabetes. ''Observamos que com a reeducação alimentar os médicos podem até recomendar a redução de alguns remédios.'' Para Maura, a diminuição de peso entre 5% a 10% no idoso já produz impactos positivos na saúde.
O livro aborda ainda a utilização de adoçantes, suplementos, produtos light e diet e intolerância ao leite, problema que algumas pessoas podem apresentar na terceira idade.
Com 93 páginas, o livro pode ser adquirido por R$ 20, na Signus Editora. Telefone: (11) 3814-6899; e-mail: [email protected].


