A paixão pela leitura deve ser despertada nas crianças pelos pais. Pelo menos foi o que fez o professor Pierluigi Piazzi em relação ao filho que não tinha qualquer afinidade com os livros. Ele acredita que as escolas enfrentam problemas nessa área porque têm professores de literatura e não de leitura.
Piazzi considera que muitas escolas em vez de fazer o aluno descobrir o prazer da leitura desenvolvem o ódio. ''Uma escola que chega para uma criança e fala: olha, eu vou te mostrar o prazer de ler e entra com José de Alencar quer o quê? Para começar, o vocabulário é totalmente fora do alcance deles'', critica.
Para o professor, livro é como namorada. ''Se está chata, troca'', diz. Ele conta que, em relação ao filho que não queria saber de ler, a experiência bem-sucedida começou com uma conversa. ''Eu disse para ele que foram escritos milhões de livros no mundo. E que um havia sido feito para ele e que o problema era achá-lo'', relata.
A busca pelo livro ideal seguiu a seguinte metodologia: ''Começou a ler um livro. Tá chato? Pára. Começa a ler outro... O perigo é que depois de fazer isso quatro vezes, você vai ter a sensação de que todos os livros são chatos quando na realidade ainda não achou o seu''. Final da história: na oitava tentativa o adolescente de 15 anos achou o autor que o encantou. ''Foi um tal de Tolkien (J.R.R.). Leu Hobbit, adorou, logo depois leu O Senhor dos Anéis (do mesmo autor), depois As Brumas de Avalon e foi embora... Hoje lê em cinco línguas e possui uma editora'', comenta orgulhoso o professor.(L.M.)

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