Curitiba Sujeira nas praias, má conservação dos calçamentos à beira-mar, valas e canais de drenagem com lançamento clandestino de esgoto são reclamações recorrentes dos veranistas que frequentam o Litoral do Paraná. Na temporada passada não foi diferente. E como as cidades litorâneas se estruturam para este verão?
Em Matinhos, os veranistas terão que conviver novamente com as péssimas condições do calçadão na beira da praia, destruído por ressacas. A prefeitura fez apenas algumas obras paliativas para a temporada, como os consertos dos pedaços mais críticos da calçada e da escada de acesso ao calçadão. O que significa que, para chegar à areia, será preciso um verdadeiro malabarismo por entre os escombros.
''Não dá para a prefeitura assumir a obra, porque é preciso muita verba. Não adianta só refazer o calçadão, é preciso uma obra grande, de contenção, ou não há o que segure. A cada ressaca, a água destrói tudo, gabião, telas de arame com pedras'', justifica o secretário de Obras de Matinhos, Luiz Carlos Vanali. De acordo com ele, cerca de três quilômetros de calçadas têm que ser recuperados, tanto em direção ao balneário de Praia de Leste quanto à praia de Caiobá. A situação é mais crítica em uma extensão de 900 metros depois da pedra, em direção a Caiobá.
Outro problema que afeta todo o Litoral paranaense é a deficiência no sistema de coleta e tratamento de esgoto. A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) está realizando obras por meio do Programa de Saneamento Ambiental (Paranasan) para ampliar o atendimento com esses serviços, mas o resultado desse trabalho só deve ser percebido a longo prazo.
Em Guaratuba, que concentra o maior número de turistas durante a temporada, parte das obras foi, oficialmente, entregue no último dia 15. Mesmo com o reforço, o sistema de esgotamento sanitário ainda está longe da cobertura ideal, já que atenderá menos de 30% da cidade, com a implantação de mais 5,5 mil ligações residenciais. A previsão é de ampliar para 46,6% o atendimento no final de 2006, quando outras 9,4 mil ligações deverão ser implantadas (veja reportagem nesta página).
As obras em Matinhos deverão estender a coleta de esgoto para mais 12,4 mil unidades residenciais, até dezembro do ano que vem, aumentando o atendimento que, este ano, atingirá aproximadamente 33% do município.
A situação mais crítica é a de Pontal do Paraná que, atualmente, não dispõe de sistema público de esgotamento sanitário. As obras do Paranasan, em uma primeira etapa, vão atender apenas 3,2 mil ligações ou 16,46% da cidade.
Por outro lado, a Sanepar assegurou, por meio da assessoria de imprensa, que o fornecimento de água nas praias paranaenses não será problema nesta temporada. A ampliação dos sistemas de abastecimento, informou, garante essa segurança. Mesmo nos períodos de maior demanda Réveillon e Carnaval , a empresa aposta em tranquilidade.
Em Matinhos e Caiobá, segundo o secretário de Obras, a expectativa é que o turista não tenha problemas com lixo pela areia. A prefeitura está instalando este mês cerca de 60 lixeiras ao longo da praia. A limpeza dos locais será diária. (Colaborou Maigue Gueths)

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