Linha do Trem deixou marcas na história
Limite do Bairro Vila Nova, o segundo mais antigo de Londrina, a Avenida Leste-Oeste acompanhou a linha férrea, que deixa marcas na história da cidade. A linha dividiu a sociedade em dois grupos, os abastados moradores da parte de cima da cidade - com seu próspero comércio das ruas Benjamin Constant, Sergipe e Avenida Paraná - e confinou os humildes moradores dos bairros abaixo da linha do trem, além do movimento suspeito das casas de tolerância, famosas nos tempos de ouro do café.
Nos fundos da antiga ferroviária - hoje Museu Histórico Padre Carlos Weiss -, a Leste-Oeste era um pequeno trecho de terra roxa e dava as boas vindas aos pioneiros que começavam vida nova. Foi nela que os ingleses edificaram sua Companhia de Terras do Norte do Paraná e o embrião da avenida Leste-Oeste assistiu à construção dos primeiros barracões de café, que estão fechados. Hoje, só alguns se transformaram em bares e casas de show na noite da Leste-Oeste.
Na hora do rush, o engarrafamento é certo. São quatro horários críticos, todos os dias há irritação e congestionamento, que se desfazem em pouco mais de uma hora, depois de marcar a tensão na avenida. Segundo dados disponibilizados pelo IPPUL, tem o rush da manhã, que começa às 7h30, o rush na hora do almoço, às 11h30, seguido por outro rush, o de depois do almoço, às 13h30. Sem dúvida, o pior deles é o das 17h30, que, no fim da tarde, na área central, acumula o maior movimento de carros da cidade no cruzamento da Leste-Oeste com as ruas Fernando de Noronha e Guaporé. ''É lá que se concentra o maior número de carros por aproximação. Nesse cruzamento, em apenas uma hora, são contados 5.116 veículos no encontro das três ruas, e no período de 24 horas passam cerca de 60 mil veículos'', informa a gerente de trânsito do IPPUL, Cristiane Biazzono Dutra, que mostra outros indicativos.
Em alguns pontos da Leste-Oeste, como no cruzamento com a Avenida Rio Branco, transitam 61.616 mil veículos a cada 24 horas. ''É a segunda avenida de duas pistas com maior fluxo de trânsito, só perde mesmo para a Avenida Tiradentes'', informa Cristiane.





