Considero-me uma pessoa até que reservada sobre a vida pessoal. "Até", porque não sou de esconder muita coisa, mas também não sei se podem me chamar de livro aberto. Também não me considero uma pessoa antenada em tendências modernas. Pelo contrário, geralmente demoro a aderir àquilo que muita gente já entrou faz tempo.
Mas, ainda assim, hoje me vejo completamente exposta no mundo virtual. Tenho orkut, facebook, blog, twitter, além de três e-mails. Só não entrei no tal do Second Life porque meu computador, meio velhinho, não conseguiu rodar o programa. Se não, alguém já veria uma marcelinha virtual tentando fazer amigos de todo o mundo.
Acho que perco uma hora por dia (no mínimo) só de entrar em todos os "espaços" virtuais em que me meti. Além de acompanhar o que as outras pessoas andam fazendo. Ler blogs, ver últimas atualizações no orkut, mensagens no twitter. Porque, afinal de contas, quem está ali é para ser visto. E ver.
Para mim, a melhor parte é ver. Nessas horas dá quase para ser aquela mosca na parede que só observa sem ser observada. Na internet, dá para xeretar a vida de todo mundo (que permite, claro) sem que a pessoa sequer imagine. É lógico que aquilo não passa de uma faceta da pessoa, mas não deixa de ser interessante de ver.
Quanto a minha própria exposição, bom tento controlar ao máximo. Gosto de mostrar aquilo que acredito que os amigos gostariam de ver. E aproveito para divulgar meu trabalho e minha arte, a maior vantagem de ter uma grande rede de relacionamentos virtuais. Sempre me questiono qual seria o interesse daquilo que coloco no ar para as pessoas em geral. Afinal, quem sou eu para ter minhas opiniões seguidas e lidas por dezenas de pessoas?
Mas, essa é a beleza da internet e suas comunidades virtuais. A horizontalidade. Somos todos iguais. Não há hierarquia. Não há cargos. Os espaços são os mesmos para todos. Só depende da vontade de querer ocupá-los.

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