Sempre me questionei como foi que os homens primitivos começaram a atribuir nomes às cores. Que critérios usariam eles para definir que aquela matiz combina com a palavra "vermelho" e outra era melhor representada por "verde"? Esse tipo de dúvida filosófica me persegue até os dias de hoje, principalmente quando me deparo com os nomes dos esmaltes de unha. Basta uma rápida passada pela loja de cosméticos para verificar que esse processo continua complexo.
Tem um meio marrom (sou homem, portanto tenho poucas cores no meu vocabulário) que chama "Rebú" que parece ser famoso entre as moças. Não sei que critério foi utilizado na escolha do nome, mas Rebú me parece uma idéia pouco atraente, lembra confusão, transtorno, será que essa matiz surgiu em alguma briga travada na lama? Seguindo esse raciocínio, será que tem algum esmalte chamado "Treta"? Acho que não ia fazer muito sucesso.
Outro bastante conhecido é "Boneca", que é um rosinha meio sem graça. Esse eu consigo compreender, tem cor de roupa da Barbie, daí a relação. Bem mais complexos são o "Videoclip" e o "Cyber" que não consigo visualizar nenhuma relação da cor com aquilo que se propõe representar. Qual a cor de um videoclip afinal? (são tantas). Tem também os nomes de personagens femininos da literatura: "Salomé", "Tieta" e outros mais genéricos como, "Eliana" e "Adriana". Tem aqueles que atribuem outras característias às cores, como "Glamour Pink" e outros que trazem mensagens mais subliminares nos vidrinhos, como "Vendada".
Devem ser ultra especializados os marqueteiros de esmalte que se dedicam a inventar os nomes dos seus produtos. Se fosse eu, acho que acabaria demitido, pois me limitaria a nomear a cor do líquido, como "bege claro", "roxo azulado", "branco com purpurina", etc... Há quem diga que a cada nova coleção, esses profissionais mantém as cores antigas e trocam apenas os nomes, haja imaginação, ou melhor, haja falta de critério.

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