LIGEIRASSSSSS
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 06 de janeiro de 2009
Marcela Rocha Mendes<br> Equipe da Folha 
Marina e Fernanda brigavam para ver quem era a mais bonita. Uma era loira, 1,65 m e seios grandes graças ao silicone, presente no aniversário de 18 anos. A outra morena, 1,78 m, olhos verdes e uma barriga de dar inveja.
Apesar da disputa, elas eram melhores amigas. Para qualquer tema eram confidentes e trocavam conselhos. Mas no assunto homem eram arqui-rivais. Nunca tentaram roubar o namorado uma da outra. Mas, quando solteiras, ao chegar em um lugar novo, era cada uma por si.
O decote e o top eram as armas preferidas de batalha. Quando a loira dançava, era como se a pista de dança virasse um palco só para ela. A morena ganhava na simpatia. Conversava com quase todo mundo, distribuia sorrisos.
Era uma pena para as outras moças do lugar. Era como se só as duas existissem. Ao longo da noite, os homens faziam suas escolhas. Em geral, como se combinado, era 50-50. Metade caia em cima de uma, metade da outra.
Quase sempre terminavam a noitada amigavelmente, satisfeitas com o harém masculino que conquistaram. Eles, claro, nunca ganhavam nada em retorno, afinal, balada não é lugar de encontrar homem decente. Havia sido apenas mais uma bem sucedida empreitada de inflação de egos.
Quando elas tinham 19 anos, Amanda entrou na vida delas. Baixinha, gordinha, tímida e inteligente a nova amiga não representava ameaça para as beldades. Na balada, Marina e Fernanda continuavam sendo rainhas.
A briga ficou feia quando as três conheceram Paulo. Bonito, interessante e atencioso, foi a primeira vez que as amigas precisaram se esforçar para ''ganhar'' um cara. A morena levou o primeiro round, na primeira impressão. A loira virou a partida no segundo tempo, quando a música alta era a única coisa que dava para ouvir no local. Mas, no fim da noite, quando o encontro virou uma roda de bate-papo, as rainhas foram nocauteadas. E foi Amanda quem levou o prêmio para casa (Colaborou Diego Ribeiro).


