LIGEIRAS
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Diogo Cavazotti<br>Equipe da Folha 
Nunca esperei tanto para um filme ser lançado. Foram 19 anos torcendo para que o quarto filme do Indiana Jones fosse feito. Nesse período várias notícias sobre a trama foram divulgadas. Quando Harrison Ford topava interpretar o herói novamente, Steven Spielberg não aprovava o roteiro. Depois, quando a história era aprovada pelo diretor, era a vez do ator não ter tempo para as filmagens. Quando eu soube que as gravações tinham iniciado quase mandei rezar uma missa para eles.
Nos meus tempos de garoto, com mais ou menos 5 anos, o único jeito de deixar minha mãe em paz para limpar a casa era assistir a um dos filmes de Jones. De todos eles, a minha cena predileta é quando o vilão tira o coração de um jovem com a mão. Meus olhos grudavam na tela e decoravam com riqueza de detalhes as falas dos personagens. Minha irmã brinca que eu já assisti aos filmes da trilogia 365 vezes. Creio que foram mais.
Com a aproximação do dia do lançamento do quarto filme da série, os jornais pipocaram com informações sobre os bastidores das gravações. Notícias da nova história foram divulgadas com cada vez mais detalhes e minha curiosidade aumentava freneticamente. Então chegou o grande dia (se você não assistiu ao novo filme do herói, pare por aqui).
A história começa bem, com agilidade e criatividade. Até os primeiros 40 minutos eu estava radiante. Saber que agora o Indiana tem um filho com a mulher do primeiro filme da série foi legal. Mas o desastre acontece quando incluem um E.T. na história. Sim, extra-terrestre em um filme do Indiana Jones! Acredito que Spielberg tenha sido influenciado por outros filmes como A.I. - Inteligência Artificial -, ou talvez pela adaptação de Guerra dos Mundos, já que os dois possuem muitos cabeçudos de outros planetas na história.
O filho do Indiana, agora já com vinte e poucos anos, provavelmente irá protagonizar um filme da série em breve, já que o final dá a deixa. Confesso que continuo fã da série, dos três primeiros filmes, a famosa trilogia de 20 anos atrás, e finjo que não existe um quarto episódio. Saudade do Spielberg dos tubarões assassinos e dos caminhoneiros loucos. Que neura esse cara tem com seres de outros planetas. Dinossauro tudo bem, mas colocar E.T. em todos os filmes é demais.


