LIGEIRAS
Não gosto de tomar remédio. De nenhum tipo. Portanto, quando fico gripada, busco socorro só na vitamina C e uns chazinhos à noite. Fujo dos xaropes - incrivelmente todos têm gosto horrível - e dos comprimidos.
Quando ouvia falar na tal vacina da gripe, então, tachava de exagerados os que se valiam desse tipo de injeção para evitar os espirros e a tosse.
Afinal, qual é o problema em andar com um pacotinho de lenços Kleenex na bolsa? Não incomoda muito tomar umas colheres de mel ao longo do dia. Pelo menos era o que eu achava.
Mas confesso que comecei a pensar diferente esta semana. Depois de uns três anos sem pegar nenhuma gripe ou resfriado (por pura sorte), acordei com a garganta pior que uma lixa e o nariz vazando mais que torneira velha.
A voz parece saída de uma caverna. Um horror, é melhor nem atender o telefone para não assustar a pessoa do outro lado da linha.
Culpa desse clima curitibano que não ajuda. Esfria, esquenta, esfria de novo... Você sai de sandálias de manhã e à noite precisa de um par de botas de borracha se quiser chegar em casa.
Portanto, como o clima não vai estabilizar nunca por estas bandas e não pretendo mais ficar sem voz (decente) e sem sentir o gosto da comida, acho que no próximo ano vou tomar essa tal vacina. Só pra ver no que dá.
Espero que eu não acabe como uma daquelas ''felizardas vítimas'' que, como reação da vacina, acabam sofrendo todos os sintomas... Abaixo a Lei de Murphy!





