LIGEIRAS
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 07 de maio de 2008
Ellen Taborda<br>Equipe da Folha 
Quem nunca sonhou em ter, por pelo menos um instante, um lapso de onipresença para desvendar intrigantes mistérios que desafiam a humanidade? Se Deus, em um ato de infinita bondade e imprudência, concedesse a mim esse favor, seria até difícil eleger quais casos eu iria esclarecer.
Acho que eu começaria as minhas andanças pelos becos da Londres do século 19, onde uma figura obscura, que ficou conhecida como ''Jack, o Estripador'', matou e mutilou prostitutas. A identidade do considerado primeiro assassino em série da humanidade nunca foi conhecida. Nas várias versões para o caso, até um príncipe foi considerado suspeito. Não seria muito interessante descobrir quem foi o famoso Jack? Eu me sentiria a versão feminina de Sherlock Holmes!
Eu também desvendaria os mistérios que estão por trás da morte da princesa Diana, em um acidente de carro, em Paris. As teorias de conspiração vivem sendo negadas. Mas quem pode ter certeza absoluta? E ainda, de quebra, localizaria a menina britânica Madeleine, que desapareceu há um ano em Portugal.
Eu adoraria também descobrir todos os detalhes obscuros sobre os ataques às torres gêmeas e ao Pentágono, nos Estados Unidos. E, por falar nisso, por que não achar o paradeiro de Bin Laden?
Chegando em terras brazucas, não esqueceria o caso da morte da menina Isabela Nardoni. E muito menos o assassinato do tesoureiro do ex-presidente Fernando Collor de Mello, PC Farias, em Alagoas. Também daria um jeito de localizar o guru do PMDB Ulysses Guimarães, desparecido em um acidente de helicóptero. E, é claro, não deixaria de fora a missão de encontrar o padre de Paranaguá que sumiu depois de alçar vôo içado por balões de festa.
Mas, pensando bem, talvez nem seja uma boa idéia receber esse dom. Já pensou se eu descubro que o Elvis morreu de verdade?


