Os casamentos de hoje acabam por motivos como traição, incompatibilidade de gênios, problemas financeiros e coisas do gênero. Mas dois casais que conheço foram muito além disso. Você terminaria seu relacionamento por causa de uma banana? Pois bem, um quase chegou ao fim pela existência desta fruta, tão conhecida e fácil de encontrar em nosso país.
O casal, aqui identificados como Pedro e Jussara, estava junto há pouco mais de três anos e havia estabelecido uma condição estipulada pelo marido: é expressamente proibido levar bananas para casa e nem comer em qualquer outro lugar. Outras receitas como pizzas, tortas e bolos de banana estavam inclusos na ordem. Pedro simplesmente tinha pavor da fruta, sem nem poder sentir seu cheiro, quando mais o gosto. Ele não poderia pensar em beijar sua esposa sabendo que naquela boca havia passado uma banana. Jussara, que estava grávida de quatro meses, sempre foi uma apaixonada pelo alimento preferido dos macacos.
Eis que em um aniversário de Jussara, sua professora particular de Inglês compareceu à festa. Na hora da despedida ela gritou para quem quisesse ouvir: ''Amanhã temos aula e vou comprar uma penca de bananas, já que você acaba com as minhas quando vai lá em casa''. Foi o que bastava para que o relacionamento ficasse por um fio. A partir daquele momento ele não beijou mais a mulher. Após um mês, em uma das discussões sobre a maldita banana, ele declarou que seria muito infeliz caso o filho comesse bananas. Jussara resolveu engolir o orgulho e concordar em nunca mais provar a mais tropical das frutas. Vivem felizes e juntos, e passam longe da feira que acontece todos os sábados na rua perto de casa, onde uma barraca vende todos os tipos de banana.
Em outra família o problema surgiu com uma cadela. Tristes pela morte de um cachorro que já estava na família há anos, um casal, aqui conhecidos como Carlos e Gertrude, resolveu aceitar a doação de um vizinho: uma cadela já de idade, muito carinhosa e dócil. Os dois, que já estavam casados há 23 anos, ficaram felizes por conseguir transmitir o amor do antigo animal para a atual mascote da casa.
Desde o início a esposa percebeu o excessivo amor que a cadela sentia por Carlos. Porém, após um tempo, a situação ficou insuportável. O animal, com o aval do chefe da casa, começou a inverter o papel de animal de estimação para o de dona do lar. Ela não deixava mais a esposa se aproximar do marido na hora de dormir, chegando a avançar em Gertrude. A mulher, inconformada, tirava a cadela da cama, mesmo o marido sendo contra. Brigas, discussões e problemas de relacionamento foram travados a partir daquele momento. Quando a situação ficou sufocante, o casal resolveu doar a cadela, mesmo com as constantes lágrimas de Carlos, que fez um último pedido: deixar que o animal dormisse com ele na cama por mais uma noite.
A lição do dia é que feiras de frutas e lojas de animais guardam perigos que nem sempre poderemos entender.

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