LIGEIRAS
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Ellen Taborda<br> Equipe da Folha 
Um homem entra numa lanchonete, compra um picolé e sai andando pela calçada. Termina a iguaria e anda por mais duas quadras até encontrar uma lixeira e se desfazer do palito e da embalagem. Cena cada vez mais rara de se presenciar.
Comum mesmo é ver motoristas jogando papéis pela janela do carro em movimento e pedestres atirando panfletos não desejados nas ruas. Sem a menor cerimônia!
Cheguei à conclusão de que o lixo é quente, muito quente! Não é possível ficar com o material por muito tempo nas mãos pois ele pode provocar queimaduras de até terceiro grau! Cada segundo a mais de contato pode ser fatal!
Na praia então a situação é muito pior. Todos sabem que a areia reflete o calor do sol, o que torna tudo muito mais arriscado. Já imaginou o estrago que um coco ou uma garrafinha de água podem fazer às incautas mãos que tentarem carregá-los até a lixeira mais próxima?
Bom seria se o lixo, além de ser quente, desenvolvesse a capacidade de andar por conta própria. O caminho da areia ou da rua, onde ele fosse deixado pelo desatento ''sujismundo'', até a lixeira poderia ser sinalizado para não haver congestionamento.
Como essa aptidão não parece ser possível a curto prazo, resta esperar que o ser humano desenvolva a educação e a consciência ecológica.
E vida longa aos garis!


