Como a maioria dos usuários de serviços de telefonia, eu também já passei ''poucas e boas'' ao entrar em contato com o pessoal do atendimento ao cliente. São informações desencontradas, sucessivas transferências e muitos minutos ouvindo aquelas mensagens irritantes nas quais ninguém mais acredita (''sua ligação é muito importante para nós, em breve iremos atendê-lo''). Para não falar do insuportável gerundismo.
Entretanto, nos últimos meses algo muito mais grave e irritante tem acontecido. Quase diariamente recebo uma ligação - às vezes mais de uma por dia - de uma operadora de telefonia fixa e a atendendente faz sempre a mesma pergunta: ''Este telefone pertence ao Gilmar?''
Todas as vezes que isso acontece, explico que é engano, que não há ninguém com esse nome na minha casa. Mas, os tais atendentes insistem. Outro dia uma perguntou se, por acaso, não seria um amigo meu. Um rapaz questionou se, talvez, o tal fulano tivesse deixado o número para recado.
Apesar de eu estar sempre atendendo gentilmente e quase implorando para que deixem ''registrado no sistema'' - sim, porque geralmente ele é o grande vilão, o responsável por todos os erros que os humanos não querem reconhecer - que o número de telefone da minha casa não pertence ao Gilmar, a história volta a se repetir, semana após semana. É como naquele filme em que o personagem acorda sempre no mesmo dia. Sinto-me presa numa situação absolutamente insólita. Inacreditável.
O limite do bom senso foi completamente ultrapassado no último dia 15 quando não contente em ligar para o número fixo, ainda ligaram no celular. Agora chega! Não aguento mais! E como sei que de nada vai adiantar procurar o serviço de atendimento ao cliente, estou tornando pública essa situação completamente sem sentido e faço um apelo: Gilmar, seja você quem for, pelo amor de Deus, procure a empresa telefônica e explique que nós não nos conhecemos!

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