LIGEIRAS
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 08 de janeiro de 2008
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
O Mundo vive hoje em torno da informação. Sabemos como está a China, por exemplo, pelas notícias que lemos nas agências internacionais de notícias, nos colunistas e críticos da economia internacional, nos noticiosos eletrônicos e na mídia impressa.
Mas ninguém sabe como um jornalista pode sofrer ao tentar uma informação simples, como saber o estado de saúde de um paciente de um hospital que foi internado na noite anterior vítima de um acidente rodoviário. Pasmem! Não é brincadeira.
Depois de conseguir as informações detalhadas do acidente na Polícia Rodoviária Federal só me faltava saber se os seis internados num determinado hospital de Curitiba estavam bem. Comecei falando com a telefonista. Expliquei o que eu queria e fui transferida para o Pronto Socorro. Novo relato do que precisava e fui novamente transferida para a telefonista.
Depois de tentar, pausadamente, explicar quem eu era e o que eu queria, a telefonista me transferiu para a diretoria geral. Menos mal. Pensei. Ali, deveriam resolver o problema. Contei tudo o que eu queria e como se não bastasse ter contado sobre o acidente quatro vezes, iniciei uma quinta explanação. Agora para a ouvidoria.
Prometeram retorno. Prometeram. A matéria foi publicada e corri o risco de levar um furo. De um dos feridos gravemente ter morrido. Ou melhor. De um deles ter se recuperado rapidamente e ter tido alta do hospital.
Dizem que a sorte anda junto com o bom repórter. Se sou boa repórter, não sei. Mas tive sorte, enfim. Não fui furada. Nem sei se porque nada ocorreu ou se porque nenhum outro jornalista conseguiu a simples informação sobre o estado de saúde dos pacientes internados num grande hospital da capital...


