LIGEIRAS
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 07 de dezembro de 2007
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Há umas duas semanas, vivi a situação mais bizarra de todo 2007. Um chimpanzé roubou meu celular! O fato é estapafúrdio. Eu e o fotógrafo do jornal fomos ao Santuário Anami, em São José dos Pinhais, fazer uma matéria sobre o local, que abriga 13 chimpanzés resgatados de situações de maus tratos. O local é maravilhoso e a bicharada supersimpática. Eu, que adoro animais, me deixei levar na pauta. Brinco com um, dou a mão para outro, dou bolacha para um terceiro. De repente... zupt. Dinho, o caçula da turma, surrupiou meu aparelho, que estava dentro de uma capa, dessas em estilo meinha de celular, pendurado no meu pescoço.
O chimpanzé não teve dúvidas. Saiu correndo para o meio do enorme cercado onde vive, tirou a capinha, abriu o celular, curioso com seu mais novo brinquedo. Eu, do lado de fora, já dava adeus ao aparelho. Foi quando o tratador entrou no cercado, correndo em volta do primata. Parecia brincadeira de pega-pega de criança, os dois correndo em círculos, Dinho na frente e o tratador atrás.
Alguns minutos de diversão para o chimpanzé, é claro e o tratador finalmente volta, esfregando o produto do roubo contra a camisa. Confiro, o celular está meio babado, mas funcionando. Pelo menos é o que parecia. De noite, à caminho de uma reunião, o pessoal me liga: Oi, você está com as chaves da sala onde vamos nos reunir? Não, mas já estou a caminho. Ninguém me ouve. Descubro, então, que o danado não fez nenhuma ligação para a África, sua terra-mãe, mas conseguiu estragar o microfone do aparelho.
Tudo bem, dos males, o menor. Já passei um mico, literalmente falando, em uma oficina de celulares. Um chimpanzé roubou meu celular, expliquei para a atendente, sob o olhar incrédulo dos demais clientes. Ela me orientou para ir na assistência técnica do fabricante do aparelho, que ainda está na garantia. O difícil, agora, será convencê-los a pagar o prejuízo. O que foi que aconteceu? Um chimpanzé roubou meu celular. Acho que definitivamente a empresa não deve ter garantias contra esse tipo de acidente.


