LIGEIRAS
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 08 de novembro de 2007
Denise Ribeiro<br> Equipe da Folha 
Está certo que às vezes eu exagero. Mas já houve períodos bem piores. Tudo depende da quantidade do tempo livre de que eu disponho. Qualquer intervalinho, a mais ínfima pausa, dá sempre uma brecha para um lanchinho descompromissado. Sem contar aqueles momentos mais tranquilos reservados a uma refeição completa. Que delícia! E há ainda os episódios ainda mais gostosos, e cada vez mais raros ultimamente, em que depois de uma comilança completa, com direito a sobremesa, licorzinho e tudo mais, você pode se refestelar em alguma rede, cadeira e qualquer lugar confortável para aquele cochilo revigorante.
Não tem conversa, com exceção de casos extremos de patologias relacionadas a distúrbios alimentares, não há quem dispense uma apetitosa ''boquinha''. Comer e, mais que isso, degustar é tão bom que não falta quem explore nossa predisposição natural à gulodice em programas de televisão e cursos gastronômicos. Fazer comer bem ou estudar o assunto é também um bom negócio e tem se tornado opção de trabalho para muita gente.
A proliferação de bares, restaurantes, super, hiper e ''ultra'' mercados são um forte indicativo, por exemplo, do desenvolvimento econômico de uma população. Em Curitiba, mesmo, tenho observado novos cafés, lanchonetes e afins pipocando por todo lado. Não é difícil em poucos quilômetros quadrados dar uma volta ao mundo gatronômica por aqui, sem sair da cidade. E não importa o dia, de segunda a segunda restaurantes e bares da capital reúnem em volta de suas mesas grupos e mais grupos de amigos, colegas de trabalho, sócios, amantes e o que mais o gosto de cada um permitir.
Em tempos de cozinhas cada vez menores - cá entre nós, o melhor lugar da casa para sentar e bater um papo ''beliscando'' uma coisa ou outra - os encontros corriqueiros entre pessoas queridas agora têm uma porção de outros endereços à espera. E não sou eu que vou deixá-los esperando em vão.


