Hoje à noite muitos brasileiros estarão de olhos bem abertos em frente aos seus aparelhos de tevê. Muita apreensão, expectativa e torcida. Para evitar um apagão, o Operador Nacional do Sistema (ONS) até anunciou que vai utilizar uma reserva de energia elétrica.
Não, não será final de Copa do Mundo entre Brasil e Argentina. Também, óbvia e infelizmente, não é preocupação da população com os destinos políticos ou econômicos do País. A pergunta da hora é: quem matou Taís?
Acho que nem é necessário explicar, pois a maioria já sabe que é uma personagem, daquelas bem maniqueístas, da novela das nove da Globo. A Taís era candidata séria a ser assassinada, pois só distribuía maldades aos mocinhos da história e nunca seria capaz de um único ato de humanidade.
Já deu para perceber que não sou fã de novelas. Pouco me importa saber quem foi o assassino da Taís. Os bandidos da telinha não me interessam. Bom seria se, como em toda novela, a polícia da vida real sempre descobrisse os responsáveis pelos crimes.
O último assassinato de mentirinha que me atraiu a atenção foi o da Odete Roitmann, no final dos anos 80. Confesso que, adolescente, até participei de bolões tentando descobrir o autor dos tiros que vitimaram mais uma vilã. Mas a fórmula, que acredito ter sido utilizada pela primeira vez nos anos 70, com o assassinato de Salomão Ayala, em O Astro, já está desgastada. Todos os suspeitos têm motivos de sobra e álibis de menos. Agatha Christie fazia bem melhor.
Amanhã, já com tudo esclarecido, quem sabe a população não passe a demonstrar o mesmo interesse pelos problemas da vida real?

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