Vizinhos. Podem ser pessoas amáveis e educadas ou o terror morando ao lado. Em Santa Felicidade, meu vizinho era um santo. Se oferecia até para cortar a grama em frente à minha casa, quando comprou uma máquina e exercitava seus dotes de jardineiro. Quando mudei para o bairro Cristo Rei, um ano depois, já estava mal acostumada com tanta boa vontade.
Pois não é que, ao contrário de meu amabilíssimo vizinho anterior, este casal que mora ao lado coloca os cães deles para fazerem as necessidades no gramado em frente à minha casa? O pior é que um dos cães é um pit bull, e eles o soltam portão afora sem coleira, quem dirá uma focinheira - como manda a lei, aliás.
Já montei tocaia para tentar falar com eles - por incrível que pareça, me mudei há quatro meses -, mas eles ouvem o barulho da chave na porta e saem correndo, levando os cachorros. Nunca dão as caras no portão.
Ontem, eram dez horas da noite quando ouvi um barulho na frente. Corri para a porta e só deu tempo de ver um pedaço de roupão virando a esquina do muro.
Nada contra cães, até porque tenho dois de 90 quilos e nenhum deles é um exemplo de simpatia com estranhos.
Nada contra pit bulls, que não considero assassinos incontroláveis, apesar de frequentemente protagonizarem histórias sangrentas. Mas não consigo me acostumar com pessoas que por preguiça de limparem a própria calçada se julgam no direito de, literalmente, jogar m.... na grama dos outros.
O problema não está nos cães. Está nas pessoas que os ''educam''.

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