LIGEIRAS
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 09 de julho de 2007
Adriana De Cunto<br> Editora 
Quando ouvi pela primeira vez a notícia de que um show em prol do meio ambiente seria realizado simultaneamente em vários países, logo me veio à cabeça Woodstock. O festival que fechou a década de 60 nos Estados Unidos levou quase 500 mil jovens para uma cidadezinha de Nova York para três dias de ''paz e música''. A contracultura estava em alta.
Conforme o Live Earth se aproximava, eu pensava: será que vai dar certo? Não que eu torcesse contra a proposta do ex-vice-presidente dos Estados Unidos e ativista verde Al Gore, idealizador do festival que teve como objetivo chamar a atenção do mundo para os efeitos nocivos da mudança climática. É que shows como esse geram toneladas de lixo, consomem grande quantidade de energia e combustível. Sem falar no incentivo ao consumismo, enfim, tudo o que os ecologistas não pregam.
O festival foi sábado em oito países, incluindo o Brasil (Rio de Janeiro). No domingo, na internet, dava para ver que a mídia ficou dividida. Havia muitas críticas em relação ao lixo deixado pelo público e às ''credenciais ecológicas'' dos artistas. Muito criticada foi Madonna, com suas nove casas, frotas de carros e jatos particulares - a popstar tem que plantar muita árvore para compensar tudo isso.
Resolvi assistir a um compacto do show na TV, domingo à noite. Gore espera que os espectadores do Live Earth pressionem seus líderes a assinar um novo tratado em 2009 que pode diminuir a poluição causadora do efeito estufa em 90% nos países ricos e em mais da metade em todo o mundo até 2050. Tomara que os fãs de Madonna, Shakira, Red Hot Chili Peppers, Sting tenham a mesma animação que tiveram no show para cobrar uma atitude ecológica dos políticos de seus países.


