LIGEIRAS
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 23 de maio de 2007
Marcos Martins<br>Equipe da Folha 
Cada um no seu lugar. É uma frase que todo mundo já ouviu, muita gente repete, mas poucas praticam. E nada melhor que o trânsito para provar isso. Explico. Estou numa fase de andar a pé e volta e meia passo na porta dos estacionamentos que existem pelo Centro. E é bem no momento em que há algum carro chegando. Dá para contar nos dedos de uma mão a quantidade dos educados que te deixam passar, já que a maioria joga o automóvel em cima de você, pouco importando regras de trânsito ou lei do mais fraco.
Mas, se é cada um no seu lugar, por que o cidadão faz isso? Se eu for atravessar uma rua, tenho que esperar os carros passarem, o sinaleiro fechar. Experimenta colocar o pé no meio da rua pra ver o que acontece! Então por que o carro, quando vai atravessar a calçada, ignora a minha presença?
Outro problema ocorre quando estou motorista e me deparo com os malas da fila dupla. Está lá no Código de Trânsito: vaga é para estacionar, faixa de rolamento para transitar. Então por que ele pára onde não pode, por que não fica no seu lugar? Para resolver o próprio problema, o cidadão simplesmente cria outros pra quem vem atrás. Vai formando aquela fila, setas ligadas, confusão... E não adianta buzinar, xingar ou reclamar: mal educado é surdo para críticas.
O consolo é que após deixar o carro no estacionamento, o motorista vira pedestre e tem que andar pela calçada. Assim como o fila dupla, lá na frente, justamente quando estiver com bastante pressa, vai encontrar um colega parado onde não pode. E aí, eles que se entendam.


