LIGEIRAS
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 22 de maio de 2007
Denise Ribeiro<br>Equipe da Folha 
Na madrugada do último domingo acordei com o estrondo de mais um acidente na esquina da Avenida Visconde de Guarapuava com a Rua Ângelo Sampaio. Na manhã de domingo, ao sair de casa ainda pude ver o resultado do que havia acontecido. Os dois veículos permaneciam descansando suas carcaças retorcidas sobre a calçada por onde subiram dobrando a placa com o nome das ruas e arrancando as barras metálicas já posicionadas no chão à espera desse tipo de eventualidade.
A placa e as barras ainda nem tinham sido recuperadas quando na manhã de ontem sobre a mesma calçada esperavam por socorro dois corpos vítimas de outro acidente, dessa vez entre uma moto e dois ou três carros. Antes mesmo de chegar à esquina recebi a notícia da porteira do prédio: ''Bateram ali de novo!'', anunciou incrédula lembrando do espisódio de dois dias antes. E não faz muito tempo eu atravessava a mesma avenida num início da tarde quando presenciei uma senhora atropelar um motoqueiro que foi arremessado sobre o mesmo pedaço de calçada.
Embora em dias chuvosos o risco de acidentes aumente, a chuva da última semana não pode ser a vilã dessa história. Mesmo em dias de tempo seco motoristas também se lançam uns contra os outros no local, geralmente atravessando o sinal fechado. Durante a madrugada, então, os ruídos de freadas bruscas e motores acelerando com fúria são frequentes. Resta saber se andaram ensaboando o asfalto do fatídico cruzamento ou se os condutores de carros e motos estão realmente com tanta pressa a ponto de desprezar a própria vida e, pior, a dos outros. De uma coisa eu tenho certeza, quando estiver a pé eu só passo pelo outro lado da rua.


