Pare para pensar. Há quanto tempo você não escuta estas palavrinhas: ''por favor'', ''desculpe'', ''obrigado''? Em comparação, quantas vezes alguém foi ríspido com você nos últimos dias?
Tudo bem que, com o corre-corre do dia-a-dia, não sobra muito tempo para demasiadas cortesias. Tudo é cada vez mais e mais direto, sem enrolação. Mas nunca é demais ser pelo menos um pouco simpático e utilizar as palavras que meus pais me ensinaram como sendo mágicas.
''Um 'por favor' abre muitas portas'', dizia o meu pai. Mas parece que muitas pessoas atualmente preferem outro tipo de chave. A violência, verbal ou, infelizmente, até física.
Ontem mesmo atendi a um telefonema na Redação que me fez refletir sobre a impaciência. Tudo tem que ser para ontem ou para antes de ontem. Nada pode esperar. Se eu não posso ajudar então sou xingada e desligam o telefone na minha cara.
Mas não se pode creditar apenas à impaciência a causa de certos ataques de grosseria. Eu sou uma pessoa impaciente, mas não saio xingando os outros por aí. Para tudo há um limite, que é o respeito ao próximo. E respeito, infelizmente, é algo que está ficando fora de moda e careta.
Ao meu interlocutor, juro, não há mágoas. Meu dia não piorou nem melhorou por sua causa. Os mais prejudicados são sempre os próprios estressados, que continuam a distribuir grosserias por aí à fora.

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