LIGEIRAS
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 23 de abril de 2007
Adriana De Cunto<br> Editora da Folha 
Quem mora na região dos bairros Campo Comprido e Mossungue, onde a prefeitura faz alterações no trânsito, sabe que não dá para sair de casa em cima da hora. A gente nunca tem certeza de quando vai encontrar pela frente um congestionamento, consequência das famosas ''obras na pista''. Ao longo da Avenida Padre Agostinho há várias faixas da prefeitura pedindo para o motorista ter paciência, procurar caminhos alternativos, etc. Mas quando não há caminhos alternativos, o jeito é esperar.
Ontem mesmo, por volta do meio-dia, um grande congestionamento se formou no final da BR-277. Os motoristas que se dirigiam para o centro de Curitiba para almoçar, buscar as crianças na escola ou ir para o trabalho viram que o motivo do trânsito lento eram dois caminhões parados, usados pelo pessoal que trabalha nas obras da Avenida Mário Tourinho.
Enquanto muita gente se irritava dentro do carro, embaixo de forte calor, uma motorista pegou uma pequena bolsa no porta-luvas e, tranquilamente, aproveitou para um make-up. Passou pó-compacto, blush, sombra, lápis de olho, rímel e batom. Escovou os cabelos e fez um rabo de cavalo. Não tenho certeza porque a fila de carros em que ela estava começou a se deslocar mais rapidamente do que a minha. Mas tive a impressão que a moça ainda colocou brincos.
Da minha parte, já comprei uma pequena bolsa para lotar de maquiagem e deixar embaixo do banco do carro. Se não posso evitar os congestionamentos, pelo menos sairei mais bonita deles. Só espero que a demora não seja o bastante para passar esmaltes nas unhas das mãos. Aliás, o que diz o Cógido de Trânsito sobre isso?


