LIGEIRAS
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 27 de março de 2007
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
É verdade que normalmente olho para as pessoas acreditando que todas são más. Ao contrário do que deveria ser, até por conta da idade e da experiência, imagino que ninguém 'presta' até que prove o contrário.
Levo este lema como uma bandeira de vida. Não me decepciono. Encaro o Mundo com naturalidade e trato as pessoas com superficialidade. Não faço amigos. Eles são raros e são tratados como irmãos. Coloco-os no colo e muitas vezes faço-os ninar com minhas canções.
Tudo isso para mim sempre foi natural. Até que dia desses, uma pessoa me chamou a atenção. Foi ele alvo de uma das minhas reportagens. Citado de forma diferente do que estava acostumado em minhas matérias, esbravejou numa ligação telefônica. Estava errado. Não havia qualquer erro nas linhas escritas. Não tinha motivo para gritar ou se mostrar enlouquecido.
Entretanto, uma frase que falou me fez pensar:
- Você trata todos como bandido! Você acha que todo mundo é bandido!...
Refleti. Realmente os bandidos estão nas ruas de Curitiba e não é fácil identificá-los. Os pequenos, humildes, podem ser desviados pelas ruas. Mas os grandes, os ladrões do dinheiro público, os usurpadores do poder, os transgressores da lei, estes são mais complicados. Não conseguimos identificá-los ao olharmos para eles.
Tudo o que podemos fazer é analisá-los. É tentarmos retirar o trigo do meio do joio que se alastra...


