LIGEIRAS
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 26 de março de 2007
Marcos Martins<br>Equipe da Folha 
Dia desses, andando pelas ruas do São Francisco, cumprimentei o senhor que varre as ruas daquela região. Uma amiga, que estava junto, ficou espantada, perguntou se eu o conhecia. Disse a ela que passava por ali todos os dias, por isso, sempre o cumprimentava. Ela não disse mais nada, mas continuou com aquela cara, meio ''chocada'' - não entendia o porquê da minha gentileza. E eu não entendia os motivos dela não entender. Talvez porque ela seja como a maioria das pessoas: incapazes de dar pequenas demonstrações de educação.
Meu dia poderia continuar o mesmo após o ''bom dia'' dado ao gari. Mas, para ele, já percebi que o gesto é bastante importante. Centenas de pessoas passam por ele todos os dias, desviando, ignorando. Passam por aquele senhor como passam por uma árvore, esquecem que pisam em uma calçada limpa graças a ele.
Quando passo e o cumprimento ele abre um sorriso, fica feliz. No final do ano até me pediu uma informação, perguntando sobre o horário de funcionamento dos bancos. E essas reações fazem meu dia mudar, porque não há satisfação maior do que fazer uma pessoa feliz.
Muitos acham que a felicidade do outro é alcançada quando se dá um presente, um cartão, um brinde. Martelam a cabeça pensando com o que presentear. Mas esquecem das pequenas coisas. O meu presente é o ''bom dia''.


