Sinto-me no perfil de muitos que trabalham por muito tempo sentados em frente a uma tela todos os dias. Depois do serviço, já em casa, a mente está um pouco desgastada e o corpo está descansado, à procura daquela caminhada ou bate-bola que provavelmente não vai acontecer. A solução, então, vai ao encontro com o ''vício por telinhas'': saio da frente do micro para a tevê.
Fã de televisão como sou, quando estou com ''a mente cansada e o corpo ativo'', procuro ver apenas bobagens, já que assim não preciso pensar e posso dormir enquanto meu cérebro vai escorrendo pela orelha. Mas, como todo nerd que se preze, insisto em tentar encontrar ''besteiras de qualidade''.
A busca é muitas vezes frutífera, sempre acontece de constar na programação algum seriado enlatado americano com um pouco mais de neurônios, a exemplo de House, ou um reality show debilóide e hilário, como Who Wants To Be a Superhero, do Stan Lee. E, nessa pesquisa diária, constatei que o melhor mesmo da tevê está na madrugada.
Pôxa, outro dia acordei às 4 da manhã e vi o final de Alien, o Oitavo Passageiro. Troquei para um canal de videoclipes e, pasmem, ao invés de programas natimortos que insultam os jovens e adolescentes, no ar vários ícones do rock, um após o outro, sem interrupções de VJs ''google-sabidinhos''. Na tevê aberta, séries legais (apesar da dublagem), como Arrested Development, traduzido como Caindo na Real. E, engraçado, é só o sol raiar e a programação volta à mesmice. Parece até que os ''videorrevolucionários'' do turno saem correndo antes do chefe chegar.
A pergunta então é inevitável: será que a vida na tevê é mais interessante na madrugada porque a bobagem do horário normal ajuda a dormir? Ou porque as emissoras tentam fazer o esforço de ficar acordado até altas horas valer a pena? Bem, não sei. Quem tiver a resposta, fique à vontade para me encaminhar.

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