Estou em uma comunidade do Orkut chamada ''Dou risada quando não pode''. Das tantas em que participo por lá, acho essa a mais significativa, já que é impressionante como a coisa se repete na minha vida. E são as mais variadas situações.
É no meio da aula. Na faculdade, tinha um professor que gostava de fazer aquele círculo com os alunos. Não tinha jeito. Era eu olhar para cara de alguém e tchum, caía na risada. Às vezes era preciso até sair para dar uma volta já que, pela disposição das carteiras, não dava para esconder o rosto atrás de ninguém.
Acontece também em reunião de pauta. Várias pessoas juntas em uma mesa, falando, falando, falando... Pronto! Já começo a olhar para os lados, para baixo, para a mesa. Dá um alívio quando alguém faz uma piada. Tem horas que eu mesmo preciso apelar para alguma brincadeira...
Em conversa com chefe é outro problema. Aliás, o ''fenômeno'' se intensifica conforme a formalidade do encontro. Quanto maior for, maior também a chance das risadas sem motivo aparente.
Fechou a porta do elevador? Tá... Você já pode imaginar, né?
E dia desses foi no meio da rua - clássica essa, aliás. Culpa da colega de redação Katia Michelle, que me contou um negócio que me fez rir da porta do jornal até a porta de casa. E, claro, quanto mais você tenta disfarçar, mais as pessoas te olham. Não que eu me preocupe com a opinião alheia, mas não é lá muito confortável imaginá-las pensando ''ih, ó o louco aí''.
Dizem que rico ri à toa. Entre louco e rico, eu ia preferir ser tachado de rico. Só está faltando o dinheiro, portanto. E se eu já rio à toa pobre, dá para imaginar o que vai acontecer com grana?

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