Daqui a uma semana, no próximo dia 4 de outubro, comemora-se o 50º aniversário da conquista do espaço, simbolizada pelo lançamento, em 1957, do satélite Sputnik-1 pela União Soviética. Doze anos depois, em 20 de julho de 1969, o astronauta norte-americano Neil Armstrong pôs os pés na Lua, oito anos após o russo Yuri Gagarin ter sido o primeiro ser humano colocado em órbita, também pela União Soviética, a bordo da Vostok-1, em 1961, quando descobrimos que a Terra é azul.
Passados 50 anos do primeiro grande passo do que viria a tornar-se a corrida espacial, na disputa entre Estados Unidos e União Soviética por prestígio tecnológico, o grande salto dado pela humanidade no último século não foi em direção ao espaço onde o planeta flutua. Mais do que vencer a distância entre nós e a Lua, conseguimos encurtar o caminho entre um homem e outro.
A velocidade com que trocamos e processamos informações hoje permite, por exemplo, que um equipamento ligado à rede mundial de computadores, localizado em Portugal, passe por uma manutenção operada simultaneamente por técnicos localizados no Brasil, na Índia e no Japão. A necessidade do deslocamento e da presença física do homem na solução do problema ou do espaço a ser investigado tornou-se dispensável.
Sentado confortavelmente em frente à tela de um computador ligado à internet posso estar em qualquer lugar, inclusive na Lua, quando o acesso a ela estiver disponível a todos. Enquanto esperamos pela chance de nossa voltinha virtual pelo belo satélite natural da Terra e quem sabe em breve por Marte e outros mais, vamos nos divertindo por aqui mesmo. Esses dias, mesmo, dei uma voltinha entre as pirâmides do Egito e sobrevoei o impressionante Taj Mahal. Também matei a saudade de um colega da graduação que hoje vive na terra do sol nascente, no outro lado do globo. Tão divertido quanto ir à Lua.

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