Pouco depois da aparição de Bento XVI na sacada do Vaticano, alunas do ensino fundamental do Colégio Mãe de Deus seguiram o chamado dos sinos e prostaram-se em frente ao Santuário de Schoenstatt para rezar pelo novo papa. Segundo a irmã Dionéia Lawand, as crianças vinham fazendo isto diariamente, desde que começou o conclave.
Revelando-se ''muito feliz'' pela escolha do cardeal alemão, irmã Dionéia revelou que o novo papa sempre teve uma ligação muito estreita com o Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt. ''Ele já esteve em nosso santuário original, na Alemanha, e nosso santuário em Roma. Até ontem, uma irmã de Maria era a sua secretária.''
Para o pastor Edson de Oliveira Filho, presidente do Conselho de Pastores, a expectativa é que Bento XVI siga a linha adotada por João Paulo II, do ecumenismo e da luta pela paz. ''João Paulo II exerceu um papel muito positivo na Igreja Católica em relação aos demais cristãos. Houve uma grande avanço nas relações entre as diversas religiões. O diálogo foi estabelecido e esperamos que permaneça e até se amplie.''
O sheik Yamani Abdul, líder religioso muculmano na região, segue a mesma linha de pensamento. ''Um dos nossos grandes objetivos é a compreensão entre os povos, um caminho que começou a ser trilhado e que esperamos que continue a ser seguido.'' Para Abdul, não importa de onde venha o novo líder religioso, mas sim que demonstre características essenciais, como poder de compreensão e bondade. (S. L.)

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