Das 28 cadeiras que existem na Boca do Brilho, restam oito vagas. Desde que foi criada a estrutura na arcada, em 2001, alguns engraxates devolveram o posto de trabalho a Urbs S/A, que é quem administra a Boca do Brilho. Para o chefe do setor de comercialização da Urbs, Sílvio Artur Weber, as cadeiras foram entregues, na maioria dos casos, porque os engraxates resolveram mudar de profissão.
No entanto, para preencher as vagas não será tão simples assim, só através de um processo licitatório. Segundo Weber, o edital deve ser publicado, neste ano, mas não foram definidos os critérios de seleção ainda. ''Será a primeira vez que a Prefeitura vai realizar uma licitação nessa modalidade. Vamos pesquisar o que vamos exigir do candidato à vaga. Quem tiver a intenção de trabalhar como engraxate, deverá participar da concorrência'', avisa ele, informando que já existem pessoas interessadas.
A instalação da estrutura da arcada, que além da Boca do Brilho, conta com mais um café, uma lanchonete e uma revistaria, estava prevista dentro do projeto de revitalização da Praça Osório. Na época, os engraxates trabalhavam em cadeirinhas no entorno da cancha esportiva da praça. ''O município fez a Boca do Brilho com 28 cadeiras porque existia a demanda, que eram os engraxates da praça'', relata Weber.
A proposta era que os engraxates tivessem um local de trabalho mais confortável para os clientes e seguro para guardar seus pertences. Hoje, cada um deles paga uma autorização de uso mensal - ou seja, por cada cadeira - no valor de R$ 21,00. A limpeza interna é feita pelos engraxates, que zelam pela manutenção da estrutura da arcada. Já a troca de lâmpadas e de vidros quebrados, por exemplo, é solicitada a Prefeitura e é a Urbs quem executa, assim como a lavagem de vidros e do teto. (F.G.)

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