Lenda conta sobre malabarista que alegrou Virgem Maria
As primeiras evidências da existência de técnicas de malabarismo surgiram na tumba do faraó Beni-Hassan, no antigo Egito. Nela foram encontrados desenhos de cerca de 4.000 anos atrás, que mostravam egípcios jogando bolinhas ao ar. Alguns pesquisadores dizem que o malabarismo era praticado por ciganos que mesclavam as técnicas com acrobacia, dança e música. O objetivo não era diferente do atual: conseguir algumas moedas para sobrevivência.
Outras evidências apareceram na Grécia Antiga, entre os séculos IV e V a.C. Obras gregas em cerâmica mostram inúmeras figuras de malabaristas esculpidos. Algumas fontes acreditam que, nessa época, o malabarismo era uma forma de recreação e a maioria de seus praticantes era do sexo feminino.
A prática ganhou força durante o Império Romano, por volta do século II e III d.C.. Nesse período, os romanos desenvolveram uma série de manipulações com armas e escudos. Mais uma vez, desenhos das técnicas foram deixadas em paredes, além de referências escritas.
A história também traz muitas lendas, como a do Malabarista de Notre Dame. Segundo ela, um malabarista de rua estava cansado dos dias difíceis e resolveu entrar para o monastério. Um dia, quando estava sozinho na capela, percebeu o semblante triste da Virgem Maria e resolveu tentar animá-la, fazendo alguns truques de malabarismo. Neste momento, um dos superiores entrou no local e ao ver a cena, ficou bravo, resolvendo expulsá-lo da congregação. Mas, quando olhou para a Virgem Maria, notou que ela sorria. Depois disso, ele não só desistiu de expulsar o malabarista, como ordenou que todos os outros praticassem a arte na capela todos os dias. (M.M.)





