Lembranças de um 'tempinho bom'
O ex-funcionário da HM Osni Leonel de Abreu, 61 anos, acompanhou boa parte da história da empresa. Foi funcionário durante 21 anos e exerceu várias funções na rede como vendedor, chefe de seção, chefe de depósito e gerente.
''A empresa valorizava os funcionários, oferecia cursos de atualização e um plano de carreira. Era como uma família trabalhando. Tenho vários amigos de lá e ainda nos encontramos'', contou. Ele lembra que a HM chegou até a ter uma revista interna trimestral que levava o nome de ''O Hermaciano'', exemplares que ele guarda como relíquias. ''Até hoje sinto no coração a loja não estar mais funcionando. Um patrimônio conquistado em anos de luta acabou se esvaindo rapidamente em três, quatro anos'', declarou.
''O Seu Hermes Macedo era uma pessoa firme e positiva. Ele tinha que estar a par de tudo que acontecia em todas as lojas e, ao final de cada dia, verificava o movimento diário de cada uma delas. Ele cobrava dos funcionários quando ocorria queda de vendas'', contou.
Bordados
O trabalho durante seis anos na Casa Margarida, que ficava na Rua Tobias de Macedo, deixou muitas lembranças boas para Frida Ribas, 71 anos. Ela contou que a loja vendia toalhas, lençóis, entre outros artigos. Frida riscava os desenhos que seriam bordados nas toalhas. ''Tínhamos um papel próprio para riscar o bordado'', explicou. ''A Casa Margarida me ensinou muita coisa na vida. Foi meu primeiro emprego, tinha 15 anos quando comecei'', contou.
Ela também trabalhou na Casa das Linhas, que funcionava na Rua Emiliano Perneta. A loja vendia produtos para bordar e artigos de armarinhos. ''Fiquei durante 12 anos na loja. Lá eu fazia de tudo, bordava, riscava e fazia os preços'', lembrou. ''Dá saudades. A gente lembra daquele tempinho bom'', disse. (A.B.)





