Leitores encontram novo sentido para as férias
Guaratuba - Em um canto, pernas cruzadas, olhos atentos em um livro infantil, está Cleirice Maria Linhares, 50 anos. Vinda de Marialva (Norte do Estado), na região de Maringá, ela conta que a biblioteca acabou salvando suas férias. Passei a maior parte do tempo aqui. Se não tivesse a biblioteca, ia ser o pior passeio da minha vida. Mas como tem, foi o melhor, comenta. A afirmação tem dois motivos: a insistente chuva que caiu nos últimos dias no Litoral e a diferença de interesses com o grupo com o qual passa as férias. Eles acordam, pegam a caixa de cerveja e só pensam em mar, diz, rindo.
Cleirice aproveitou o grande número de livros para atualizar seu repertório de histórias infantis. Quer contar para os netos, quando retornar para Marialva. Esses dias, eu errei uma história e meu neto de oito anos disse que era para eu parar de contar, pois eu não sabia a história. Agora estou me renovando, explica ela, pedindo que o projeto continue nos próximos verões. Achei uma ótima iniciativa. Se não existisse a biblioteca, minha viagem seria um tédio.
Quem também aprovou a biblioteca foi a pequena Renata, de três anos. Mesmos sem ter noção do significado da iniciativa, tornou-se uma das maiores frequentadoras da biblioteca. É o que diz sua mãe, Eliziane de Almeida. Ela adora livro, então fica mais calma na praia, conta Eliziane, enquanto a filha folheia historinhas infantis.
As duas são da Lapa, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), assim como Cristina Guzzoni. De férias em Guaratuba, ela aprovou a iniciativa do governo. Estávamos comentando: as pessoas que gostam de uma boa leitura acabam combinando o tempo e um bom livro para ler, diz Cristina. (T.A.)





