Lei seca reduz número de postes avariados
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terça-feira, 12 de agosto de 2008
Equipe da Folha 
Levantamento da Copel mostrou que o número de postes abalroados por veículos desgovernados caiu um terço no mês de julho, quando entrou em vigor a Lei Seca. Essa lei endureceu o tratamento aos motoristas flagrados dirigindo depois de beber e foi responsável pela redução e quantidade dos acidentes de trânsito.
Segundo a Agência Estadual de Notícias, ao longo do mês, 34 postes foram abalroados em acidentes de trânsito na capital. Nos seis primeiros meses do ano, o número de estruturas avariadas por veículos variou entre 48 (total em fevereiro) e 55 (em junho), resultando numa média mensal de 51 postes danificados.
Curitiba concentra 20% das quase 3,5 milhões de ligações elétricas atendidas pela Copel em toda a sua área de concessão, formada por 393 dos 399 municípios paranaenses.
Na avaliação do diretor de distribuição da Copel, Ronald Ravedutti, essa queda pode ser interpretada de diferentes maneiras, mas todas positivas. ''O maior rigor na repressão aos motoristas que dirigem sob efeito de bebidas alcoólicas ajuda a prevenir a perda ou o comprometimento de vidas, o que já é argumento mais que suficiente para justificar essas medidas'', disse, por meio da Agência Estadual de Notícias.
''Mas no que se refere ao sistema elétrico da Copel, a diminuição no número de postes abalroados quer dizer menos desligamentos e, por consequência, menos gente obrigada a aguardar pela volta da energia por causa de um poste caído.''
Financeiramente, a redução dos acidentes que terminam por envolver as estruturas de sustentação da rede elétrica também resulta em vantagem. ''É um custo operacional evitado para a Copel, já que os postes em estoque e a mão-de-obra disponível podem ser usados para conservar e melhorar a rede elétrica e não para repor um outro que já estava instalado.''
O custo de reposição de um poste abalroado admite grandes variações, pois vai levar em conta o tipo da estrutura avariada (os postes maiores e robustos são, evidentemente, mais caros) e os equipamentos e acessórios que nela estiverem instaladas (transformador, cruzeta e dispositivos de proteção e de operação, por exemplo). A Copel, a exemplo das demais empresas distribuidoras de energia elétrica, tem como norma de procedimento buscar o ressarcimento dessas despesas junto aos responsáveis pelo acidente.


