Lei e ordem sob a ótica das mulheres
A vaidade é uma arma que a delegada Elaine Aparecida Ribeiro não dispensa. Formada em Direito e aprovada no primeiro concurso que fez para delegada, ela exerce um dos ofícios que, até pouco tempo, pertencia somente ao universo masculino.
Filha de policial, Elaine sabia que estava escolhendo para sua vida uma profissão de risco, cercada de histórias de violência e crime. Mesmo assim, não desistiu. No cargo há 13 anos, atuou nas delegacias de Cascavel, Apucarana, Cornélio Procópio e, recentemente, foi transferida para Londrina. À frente da Delegacia da Mulher, o trabalho é intenso.
Planejar uma viagem com amigos ou família só é possível nas férias. Regalias de feriados e finais de semana são praticamente impossíveis, mas Elaine garante que vale a pena. ''Ao mesmo tempo em que é uma profissão difícil e estressante, ela me deixa gratificada pelas coisas que faço, principalmente quando consigo resolver o problema da outra pessoa'', ressalta a delegada.
Apesar da rigidez e da carga horária que envolvem a profissão, Elaine encontra tempo para pintar quadros. Para conhecer as obras, basta entrar na sala da delegada. As pinturas compõem a decoração do lugar e dividem espaço com objetos policiais.
Respeitada pelos colegas de profissão, a delegada diz lidar com a maior naturalidade com o ambiente em que está inserida, onde há predominância do sexo masculino. ''Nunca tive problemas com funcionários e colegas de trabalho pelo fato de ser mulher e ocupar este cargo''.
''As mulheres estão assumindo os postos mais altos em várias áreas, isso é o resultado das lutas enfrentadas por elas na sociedade exigindo direitos iguais'', destaca Elaine. Segundo ela, a mulher tem mostrado cada vez mais a sua competência, o que ela quer e aonde quer chegar. Hoje é cada vez mais comum serem mantenedoras do lar.
Fator este que coloca em evidência a troca de papéis entre o homem e a mulher. Maridos cuidando da casa e dos filhos, enquanto a mulher sai para trabalhar fora. A delegada acredita que muitas foram as conquistas, mas ainda existe muita coisa para ser feita a favor da mulher. (K.L.)





