O projeto de lei aprovado pela Assembléia Legislativa do Paraná para a criação da Região Metropolitana de Londrina (RML) - cuja proposta do presidente do GPDR, Octávio Cesário Pereira Neto, é de integração com a Região Metropolitana de Maringá - foi sancionado no dia 17 de junho deste ano pelo governador Jaime Lerner (PFL).
Fazem parte da RML, além de Londrina, os municípios de Cambé, Ibiporã, Jataizinho, Rolândia e Tamarama. Os seis municípios formam uma área de
3.510.585 quilômetros e são responsáveis por uma população de cerca de 630 mil habitantes. No ano passado, os municípios arrecaradam aproximadamente R$ 118 milhões em Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Cerca de 12 mil estabelecimentos comerciais e quase três mil indústrias estão instaladas na RML.
Vantagens londrinenses Para a professora da UEL, Yoshiya Nakagawara Ferreira - que atua na área de geociências - uma das vantagens de Londrina sobre outros municípios do mesmo porte, inclusive como integrante da RML, é a sua localização geo-econômica, inclusive em relação ao Mercosul.
São também favoráveis para o município, conforme a professora, a boa estrutura macro-econômica que Londrina dispõe, representados pelo comércio e indústria, um excelente serviço médico e hospitalar, sistema de telefonia de ponta e diversidade de cursos superiores oferecidos. O papel das entidades classistas é outro fator positivo, destacando-se a Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) e a Sociedade Rural do Paraná.
Por outro lado, Yoshiya relaciona entre os problemas londrinenses a proliferação indiscriminada de loteamentos urbanos. ‘‘Pelo levantamento que tenho, de 1996 para cá são mais de 130 loteamentos, geralmente de nível médio e superior. Isso é oferta absurda de lotes urbanos. A cidade se torna mais cara, porque a prefeitura se obriga a fazer uma infra-estrutura improdutiva’’.
A energia elétrica, o asfaltamento e a rede de água e esgoto executados nesses loteamentos, defende a professora, permanece ociosa por vários anos: ‘‘Porque quem compra é gente que já mora, já tem outra propriedade, utiliza o imóvel como reserva de valor. Quando o loteamento é para família de baixa renda, isso não acontece porque imediamente, por ser valor de uso, a população constrói’’, diz Yoshiya. (W.O.)

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