Lazer: luxo ou necessidade?
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terça-feira, 26 de julho de 2011
Kalinka Amorim<br>Reportagem Local 
Assistir um filme, fazer uma caminhada na companhia de um bom amigo, passear com o cachorro, conversar com os amigos, ouvir música, cozinhar, costurar, bordar... No passado essas atividades eram consideradas simples e rotineiras, mas hoje são elevadas a condições de momentos de luxo e por falta delas muitas pessoas têm deixado de ter tempo para o lazer e o bem-estar, consequentemente falta qualidade de vida. De acordo com as psicólogas Ana Cláudia Paranzini e Juliana Barbosa Caetano de Paula essas atividades são essenciais para a saúde emocional.
Para elas, o mundo capitalista de hoje, bem como a sociedade, cobram muitas responsabilidades fazendo com que o trabalho esteja em primeiro lugar e isso, conforme as especialistas, pode ser perigoso. O trabalho faz parte da vida, mas ele não é o foco principal. O foco é o equilíbrio entre as diversas etapas da vida, recomendam. Se um dia essa esfera da vida falhar a pessoa não vai ter subsídio para se manter firme e a sua vida pode vir a sucumbir. Por isso equilibrar saúde, família e bem-estar é uma ótima forma de evitar doenças emocionais, elencam as psicológas.
Quando a rotina envolve mais atividades de trabalho a pessoa acaba se adaptando com a situação. Passa a não sentir necessidade de fazer atividades de lazer. Com o passar do tempo, por conta disso, essa pessoa, a médio e a longo prazos, começa a apresentar quadros de tristeza, irritabilidade, cansaço, intolerância e pode evoluir para um quadro que necessite de intervenção profissional, diz Juliana. Inserir dentro da rotina, atividades que tragam prazer é recomendável. Para descobrir o que lhe faz bem e o que é lazer cada pessoa tem de se permitir diferentes experiências. Não há uma regra pronta para definir o que é lazer. O que pode ser lazer para um pode não ser para o outro, define.
Como a correria do dia a dia é extenuante para quase todas as pessoas, as psicólogas sugerem que os momentos de lazer sejam planejados. Afinal para elas, lazer não é luxo é uma necessidade. Não é algo fútil, nem dispensável. O investimento em atividades de lazer aumenta a produtividade no trabalho, a qualidade nos relacionamentos interpessoais e a sensação de bem-estar. Além do que está relacionado a atividades que não se caracterizam como uma obrigação fazendo com que as pessoas sintam-se bem e queiram praticar essa atividade novamente, argumentam.
Elas recomendam que as atividades de lazer devem começar a serem praticadas mesmo antes da pessoa sentir necessidade e dos problemas aparecerem. Assim como a alimentação é controlada para evitar doenças mais graves o lazer pode ser planejado para cuidar da saúde emocional, finalizam.


